Fábrica de sorvete quer abrir franquias

Uma fábrica de sorvetes e picolés no Amapá quer conquistar o Brasil com os sabores da Amazônia. A pequena indústria aposta em produtos feitos com frutas típicas, como o açaí. A empresa recebeu subsídios para melhorar a produção e a gestão do negócio. Agora, a distância dos grandes centros é o principal desafio a ser vencido.
O rio que divide é o mesmo que une a população do Amapá. O Rio Amazonas fica entre o Estado e o resto do país. Não há rodovias ligando Macapá às outras capitais brasileiras, mas é através do rio que chegam as pessoas, os peixes, e a fruta mais querida por quem mora no extremo norte do Brasil. O açaí é um símbolo da gastronomia do Estado.
É só com a polpa do melhor fruto que o empresário José Carlos Ferreira fabrica os sorvetes de açaí que fazem sucesso na região. Ele e o filho administram o negócio que foi criado em 1975. “A Amazônia tem uma diversidade de frutas muito grande. Essas nossas frutas são praticamente medicinais”, diz Ferreira.
Desde 2008, o empresário tem apoio do Sebraetec, um programa do Sebrae que existe em todo o Brasil. Quem participa, recebe subsídios para a criação de projetos que visem inovação e melhoria de produtos e processos. No Amapá, 180 empresas receberam apoio do Sebraetec em 2012. A meta do programa é atender mais 200 neste ano.
“Ele atende à necessidade do empresário na consultoria, de mostrar esse lado do desenvolvimento, de focar realmente aquilo que a empresa precisa. Outro ponto importante é o custo de acesso a isso, que é muito barato para o empresário. O Sebrae nacional hoje custeia 50%, o Sebrae local 40% e o empresário 10% numa consultoria de até R$ 10 mil”, explica João Carlos Alvarenga, do Sebrae de Macapá.
Com o incentivo, a sorveteria ficou em 2º lugar no Prêmio Sebrae de Competitividade para Micro e Pequena Empresa (MPE). As inscrições para o prêmio MPE de 2013 vão até o dia 31 de julho.
A sorveteria criou uma nova marca com o apoio do Sebrae e o espaço foi modernizado. A empresa produz 23 mil litros de sorvetes e picolés por mês, o que representa apenas 40% do potencial da pequena fábrica. Os picolés passam por uma supermáquina de congelamento e ficam prontos em 15 minutos. A cada 60 segundos, 100 unidades são embaladas e ficam prontas para o consumo.

Sabores

O açaí é disparado o sabor mais famoso. Vende tanto que o dono do negócio criou variações bem peculiares, como o de castanha do pará. O mais curioso é feito com goma de tapioca e camarão cozido – combinação que pode causar estranheza a quem vem de fora, mas é comum no Estado.
“O gosto do açaí está bem apurado. O camarão, a mesma coisa. Está bom”, garante a cliente Adelaide Lima.
A empresa aposta nos sabores típicos da região amazônica para levar o nome da sorveteria para o resto do Brasil e até para fora do país. Cupuaçú, bacuri, taperebá: com os sabores das frutas do norte, o empresário José Carlos Ferreira quer refrescar o paladar de clientes de todos os cantos. Ele estuda transformar o negócio em franquia.
“O futuro da empresa é transportar os nossos produtos naturais para outros países”, diz o empresário. A empresa fatura R$ 65 mil por mês, em média, e a expectativa é crescer 30% em 2013.
“Nós, do Sebrae, incentivamos muito a buscar a inovação, mas não perder a característica regional, a regionalidade do produto, que isso é um diferencial de mercado”, orienta Alvarenga.

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