Fábrica de palmito em Borba ganha investimentos de R$ 1,1 milhão

A empresa Cairy Agroindustrial, sucursal do grupo de navegação Amazonav, investiu mais de R$ 1,1 milhão na construção de uma fábrica no município de Borba, a 150 quilômetros de Manaus, ao sul do Amazonas. O novo empreendimento vai implementar todo o processamento do palmito de pupunheira (Bactris gasipaes) na intenção de abastecer o mercado nacional.

Com a inauguração prevista para o dia 17 de novembro, a fábrica deve gerar inicialmente 70 empregos diretos e beneficiar mais de 30 empresas locais. A projeção é processar diariamente 5.000 pés de pupunha num ritmo de trabalho de 200 dias por ano.

De acordo com o proprietário do negócio, Alcy Hagge, foram sete anos de pesquisa e planejamento para que o projeto fabril e o manejo da planta fossem postos em prática.
Hagge afirmou que depois de inaugurada, a fábrica vai ter capacidade de absorver as mais de 990 mil unidades disponíveis à colheita anual.

Hagge contou que a pupunheira, diferente do açaí e da juçara –outras espécies de palmeiras cujos palmitos são comestíveis– não precisa ser abatida após a extração, além de não possuir espinho ao longo do seu caule, devido às propriedades genéticas do vegetal.

“A planta possui capacidade de auto-renovação. Após um período de dez meses há o perfilhamento, ou seja, o tronco é restabelecido, tornando-se perfeitamente apto para a próxima safra”, explicou Hagge.

O empresário disse que estará aberto às negociações e à criação de novas parcerias, tanto para os interessados à distribuição do produto quanto à contribuição da expansão agrícola. Hagge afirmou que vai direcionar a produção para as regiões Sudeste e Sul, os maiores consumidores do país.
Segundo Hagge, o Amazonas não é um mercado promissor porque o caboclo não tem o costume de consumir esse produto. “Até Rondônia consome mais palmito que o Amazonas”, alegou o empresário,ao enfatizar que mesmo com suas dimensões demográficas e contexto econômico favorável, o Estado não contribui para o comércio do produto.

“A preocupação ambiental é um compromisso da nossa empresa. Não desmatamos nem derrubamos a floresta, em vez disso, utilizamos antigas pastagens”, explicou o empresário quando questionado acerca dos impactos que a atividade pode causar ao meio ambiente.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email