Fábrica de cimento é destaque

A fabricante mineira Polimix Concretos apresenta amanhã (29), na quarta reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) deste ano, um projeto de produção de cimento no PIM para produzir 440 mil toneladas por ano.
Caso aprovado, o projeto prevê investimentos de R$ 108 milhões e geração de 70 novos postos de trabalho diretos e cerca de 200 indiretos.
Em coletiva à imprensa realizada ontem (27), na sede da Seplan–AM (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), o secretário-executivo adjunto de Políticas Setoriais do órgão, Appio Tolentino, deu destaque ao investimento que, segundo ele, cumpre a função primordial de reduzir as importações de cimento e do preço final ao consumidor.
“Para a economia do Estado é de fundamental importância porque aumenta a oferta de cimento, um dos produtos em que somos mais carentes, uma vez que só temos a Nassau, que não consegue atender a demanda interna da construção civil, em contínuo aquecimento no Amazonas”, detalhou.
As importações do produto de países como Venezuela e Peru serão bastante reduzidas, de acordo com o dirigente.
“Não vamos conseguir, mesmo com a fábrica, atender a demanda, mas vamos avançar bastante, diminuindo as compras de outros Estados e de outros países”, emendou.
É uma empresa brasileira, mineira, são quatro fábricas, esta é a primeira e a mais importante, as outras são responsáveis por outros produtos para construção, derivados para a fabricação de cimento, como argamassa, por exemplo.
A atração da fábrica para o PIM resultou de um ano de articulações da secretaria com os empresários. A intenção do órgão é atrair mais três fábricas do mesmo grupo, que irão produzir outros produtos para a construção civil, como argamassa.
Appio Tolentino destacou também a importância do projeto na geração de mão de obra local. “O objetivo é que a mão de obra especializada também seja assimilada pela fábrica, já que a construção civil demanda profissionais específicos, comos engenheiros e geólogos. Além disso, muitos empregos indiretos serão criados dentro de grandes obras que estão por vir e não apenas na fábrica”, ressaltou.
Segundo o secretário adjunto, os empresários já realizaram prospecções no solo na região de Iranduba, na avenida Torquato Tapajós e no bairro Puraquequara. As visitas foram feitas para escolher o terreno onde a fábrica será instalada e para analisar materiais no solo com o objetivo de utilizar matéria-prima local no processo produtivo.

Outros destaques

Segundo a Seplan-AM, esta é a pauta recorde do ano e a maior da história a ser aprovada pelo conselho. Ao todo, devem ser aprovados investimentos de R$ 4,6 bilhões com geração de 1.908 postos de trabalho em três anos.
Entre os destaques está a Samsung, com um projeto de atualização para a fabricação de telefone celular digital e câmera de vídeo de imagens fixas (câmera fotográfica digital) cujos investimentos somam R$ 4,16 bilhões -quase o total da pauta- e criação de 549 novos empregos.
Outro destaque é o projeto da IPA Indústria de Pisos da Amazônia. Neste caso, a injeção será de R$ 1,25 milhão, gerando 1.234 empregos no município de Iranduba. “Sinal de que o Estado está desconcentrando as fábricas do parque industrial e abrangendo a região metropolitana”, comentou o secretário adjunto.
“A atração de investimentos é prioritária e trata-se de um processo lento de negociação da oferta das condições em potencial que o Amazonas tem para que esses investimentos sejam aportados”, completou.

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