Exportações superam importações e saldo comercial aumenta 4,7%

A balança comercial do mês de outubro registrou saldo (diferença entre os valores importados e exportados) positivo de US$ 1.328 bilhão e média diária de US$ 63.2 milhões.
O valor apontado foi 0,1% menor que o registrado no mês de setembro (média diária de US$ 63.3 milhões) e 4,7% maior que o valor médio verificado no mês de outubro do ano passado (2008) de (US$ 60.4 milhões).
No mês, as exportações brasileiras alcançaram US$ 14.082 bilhões (média de US$ 670.6 milhões), resultado 1,6% acima da média do mês passado (US$ 660.1 milhões) e 20,3% abaixo das vendas externas no mesmo período de 2008 (média de US$ 841.5 milhões).
As importações fecharam em US$ 12.754 bilhões e média de US$ 607.3 milhões. Pelos mesmos critérios comparativos, foram 1,8% maiores que as importações de setembro de 2009 (US$ 596.9 milhões) e 22,2% menores que as de outubro de 2008 (US$ 781 milhões).
A corrente de comércio (soma das exportações com as importações) alcançou US$ 26.836 bilhões (média de US$ 1.278 bilhão).

Saldo positivo

A quinta semana de outubro teve saldo comercial positivo de US$ 89 milhões (média de US$ 17.8 milhões).
A corrente de comércio (soma das importações mais exportações) foi de US$ 6.073 bilhões (média de US$ 1.215 bilhão), resultado de exportações de US$ 3.081 bilhões (média de US$ 616.2 milhões) e importações de US$ 2.992 bilhões (média de US$ 598.4 milhões).
No acumulado do ano, o superavit da balança comercial chega a US$ 22.599 bilhões (média de US$ 108.6 milhões), 7,5% acima do verificado no período janeiro-outubro de 2008, quando foi de US$ 21.015 bilhões (média de US$ 99.6 milhões).
Os dados foram divulgados na terça-feira pelo Ministério de Comércio Exterior.

Exportações para os EUA crescem

A venda de produtos brasileiros para os Estados Unidos cresceu 17,6% em outubro em relação ao mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em relação a outubro de 2008, porém, houve uma queda de 30,6%.
Apesar do aumento ante setembro, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, disse que o Brasil perdeu espaços que tinha antes da crise em mercados tradicionais como os Estados Unidos e também na América Latina.
Um dos motivos para isso foi a apreciação do real, que tornou os produtos brasileiros mais caros.
“O mercado americano agora é muito mais competitivo. Perdemos (mercado) por conta da crise e não estamos conseguindo recuperar de forma acelerada. Uma das razões é o câmbio”, afirmou.

Perda de mercado

Segundo Barral, a perda de mercado brasileiro nos Estados Unidos não foi proporcional à sofrida por outros países emergentes.
A recuperação no mês de outubro foi puxada principalmente pela venda de combustíveis e máquinas e equipamentos.
“Precisamos investir mais no mercado dos Estados Unidos e aproveitar a recuperação da economia norte-americana”, completou.
Já as exportações para a China caíram 19,6% em outubro em relação a setembro. Em relação ao mês de outubro do ano passado, houve um aumento de 9,9%.
Para o secretário, os últimos três meses do ano deverão ter desempenho similar aos de outubro e setembro, com aumento contínuo das importações e exportações.

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