Exportações do Amazonas têm queda de 35,17% até agosto

As exportações da indústria amazonense somaram mais de US$ 522.20 milhões de janeiro a agosto, uma redução de 35,17% se comparadas a igual período do ano passado por força da queda nos contratos com o mercado internacional. Os dados foram divulgados no início do mês pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), que apontou Argentina, Venezuela e Colômbia, como principais destinos da produção local.
Em contrapartida, de acordo com a Suframa, o saldo negativo da balança comercial (diferença entre volume de exportação e bens importados), quando comparada à série histórica dos últimos cinco anos, caiu ao menor patamar desde 2004, US$ 2.72 milhões. Uma diferença significativa, se comparado aos números divulgados pela autarquia em 2008, quando em pleno furor da produção e do consumo externo, o saldo negativo da balança comercial do PIM (Polo Industrial de Manaus) fechou em assustadores US$ 7.36 milhões, em virtude da carga de insumos importados ao longo do período.
O diretor-executivo da Aceam (Associação do Comércio Exterior da Amazônia) avaliou que os impactos da instabilidade financeira mundial sobre a indústria fizeram aumentar as compras de produtos estrangeiros entre janeiro e agosto, tornando-as pelo menos 4,1% menores na mesma base de comparação do ano passado. “Além disso, é possível que a indústria local tenha buscado no mercado interno alternativas mais baratas para recompor o estoque de insumos. Isso explicaria em parte a redução do saldo negativo da balança, o melhor resultado desde 2004”, considerou.
Bittencourt considera a possibilidade de a balança comercial fechar com o menor saldo negativo este ano na série histórica dos últimos cinco anos, caso se mantenha a mesma tendência de queda observada no acumulado do ano. O executivo assegurou que essa evolução dos números, por outro lado, também pode ser atribuída a diversos fatores, como a disseminação da cultura exportadora aos parceiros de Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul). “Além disso, os mercados estrangeiros estão abertos aos segmentos econômicos e o governo tem incentivado a participação do empresariado no comércio internacional”, explicou.

“Estabilidade, só dentro de cinco anos”

Alguns economistas defendem que o volume exportado pela indústria local nos dois primeiros quadrimestres de 2008 (US$ 312.67 milhões) só será superado em cinco anos, quando haverá efetivo retorno da estabilidade ao setor. Um desses economistas é o professor doutor pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Álvaro Smont, que asseverou em nota ao Jornal do Commercio que, de modo geral, as exportações têm caído menos que as importações, em especial de abril para cá, o que explicaria a melhora no resultado para o saldo da balança. O especialista considera a retomada da indústria como ponto positivo para alavancar o desempenho da atividade exportadora. “Mas, uma melhoria de fato só acontecerá em cinco anos, quando a pauta das importações poderá ser reduzida em virtude do adensamento da cadeia produtiva de várias indústrias”, encerrou.

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