Exportações do Amazonas caem 16,12% em 5 meses

A retração nas comercializações com três dos cinco principais países compradores de produtos amazonenses resultou na queda de 16,12% nas exportações do Estado, no período de janeiro a maio de 2016, em relação a igual período de 2015. Conforme os dados divulgados pelo Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), a Venezuela, a Argentina e o México impulsionaram os índices negativos, enquanto a Colômbia e a China apontaram crescimento às transações estrangeiras. Na avaliação dos empresários, embora a taxa cambial esteja favorável às exportações, a redução no envio de produtos é gerada pela menor demanda proveniente dos países vizinhos.
Nos cinco primeiros meses de 2016 o Amazonas registrou faturamento de US$ 258 milhões, enquanto no mesmo período de 2015 esse montante chegou a US$307,8 milhões. Para a Venezuela, país envolvido em forte crise política-financeira, mas o principal parceiro comercial externo, para onde o Amazonas exporta principalmente concentrados para produção de bebidas, a queda nas vendas foi de 28,36%. O faturamento, neste ano totalizou US$ 52,6 milhões, enquanto em igual período do último ano o saldo foi de US$ 73,5milhões.
Segundo o gerente executivo do CIN-Fieam (Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), José Marcelo Lima, a atual conjuntura econômica nacional favorece as compras internacionais. Porém, os próprios importadores passam por um período de retração no consumo, ou seja, se há menor demanda por parte dos países compradores, consequentemente as fabricantes locais produzirão em menor escala.
“Apesar do câmbio estar favorável, as exportações têm caído assustadoramente. Produzimos menos em função da queda na demanda dos nossos parceiros, o que resulta na desaceleração de nossas linhas de produção do PIM (Polo Industrial de Manaus). Esperamos que a partir do segundo semestre haja recuperação nos números relacionados às exportações”, disse Lima.
O México também apresentou índice expressivo com queda de 29,53% nas exportações. O faturamento, neste ano, foi de US$13,2 milhões. Nos primeiros meses de 2015 o faturamento foi de US$18,7 milhões.
A Argentina, apresentou redução de 2,89% nas comercializações estrangeiras com faturamento de US$51,9milhões, em 2016, frente a US$53,5 milhões obtidos em 2015.
Por outro lado, houve crescimento no fornecimento de produtos para os seguintes países: Colômbia -houve faturamento de US$41,3 milhões, nos primeiros cinco meses de 2016. Enquanto no mesmo período de 2015 o montante foi de US$33,6 milhões; e China que apresentou crescimento de 220,6%. O faturamento totalizou US$17,4 milhões, neste ano. No mesmo período do último ano, esse número chegou a US$5,4 milhões.
Lima explica, que os países do continente asiático, dentre os quais, a Coreia do Sul, importam em grande quantidade o minério nióbio. Ele afirma que a comercialização do minério é feita como commodity. “É a única commodity exportada pelo Amazonas, que também chega aos países europeus”, informou.
Na avaliação do empresário, a dificuldade para a conquista de novos mercados como incremento às exportações está na falta de políticas públicas. Ele ainda destaca o excesso de burocracia como outro entrave ao alcance de novas comercializações. “A burocracia brasileira dificulta o processo para a ocorrência das exportações. Há diversas exigências documentais que atrasam os procedimentos. Isso poderia ser facilitado”, considera.

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