Exportações crescem 19,83% em agosto

A exportação de produtos fabricados no PIM ganhou novo impulso em agosto. De acordo com dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgados ontem, as vendas somaram US$ 94,73 milhões, 19,83% a mais em relação ao mesmo período do ano passado e 29,14% superior frente a julho deste ano.
Desde março de 2010, quando o Estado totalizou US$ 102,55 milhões, o nível de exportação não é tão alto.
“Mesmo com a greve dos auditores da Receita Federal, houve um esforço para a liberação de insumos para as fábricas do PIM, com isso, foi possível aumentar a produção e, consequentemente, as vendas para o exterior”, argumentou o economista e vice-presidente da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota.
Outro fator citado por ele foi a aproximação do Natal e o início dos pedidos para abastecer o mercado externo.
“Já o aumento de quase 30% em relação a julho pode ser explicado porque o mês em questão registrou o ápice da greve da Receita Federal, por isso apresentou resultado bem inferior”, detalhou.
De acordo com o levantamento, o avanço foi puxado principalmente pelo aumento na exportação de preparação para elaboração de bebidas -que com US$ 18,55 milhões registrou expansão de 45,94% frente ao mesmo período do ano anterior-, de motocicletas de baixa cilindrada (US$ 17,63 milhões e aumento 55,87%), terminais para telefonia celular (US$ 11,61 milhões com acréscimo de 202,34%) e aparelhos de barbear não elétricos (US$ 9,07 milhões e avanço de 40,40%).
Os principais clientes dos produtos locais foram Argentina (US$ 24,61 milhões), Colômbia (US$ 15 milhões) e Venezuela (US$ 10,55 milhões).
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as exportações para a Argentina recuaram 5,70% enquanto as destinadas para Venezuela e Colômbia anotaram expansão de 47,76% e 106,32%, respectivamente.
“A nossa principal preocupação em termos de exportação deve ser com as barreiras nos países da América Latina e não da Europa. Como os países latinos estão tendo um comportamento econômico favorável, eles conseguem adquirir os nossos produtos que apresentam boas condições de competitividade, como o concentrado para bebidas, do qual somos grandes produtores. A desvalorização do real frente ao dólar também favorece para as vendas”, explicou o analista econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas.
Aderson Frota defende ainda que o aumento nas exportações não significa um escoamento de produtos estocados que não estão sendo adquiridos pelo consumidor brasileiro. “Não podemos dizer que estamos exportando por dificuldades de vender internamente. A inadimplência tem caído porque os bancos estão sendo pressionados a reduzir as taxas de juros, então o mercado interno começa a dar sinais de melhora e aquecimento”, completou.

Importações e Balança Comercial

Acompanhando o crescimento das exportações, as importações de agosto somaram US$ 1,39 bilhão, mantendo-se estável em relação ao arrecadado no mês anterior, mas registrando acréscimo de 12,09% frente ao montante de agosto do ano passado.
O reflexo veio do aumento nas importações de partes para receptores de rádio e TV (+15,49%) e de estireno (63,19%) frente a agosto de 2011.
Em sentido inverso a importação de óleo diesel e acessórios para motocicletas e ciclomotores apresentaram retração de 2,76% e 11,91%, respectivamente.
Os produtos vieram principalmente da China (US$ 506,40 milhões e crescimento de 32,3%), Estados Unidos (US$ 213,28 milhões e acréscimo de 38,54%) e Coreia do Sul (US$ 209,55 milhões e aumento de 15,16%).
Desta forma, o déficit da balança também cresceu. A diferença entre exportações e importações negativas foi de US$ 1,29 bilhão. No mesmo mês de 2011, o déficit anotado foi de US$ 1,16 bilhão.

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