Exportações caem, mas setor de bebidas mantém alta

Beber uma ‘gelada’ já faz parte do modo de vida brasileiro, mas no Amazonas, economicamente falando, são os concentrados de bebidas não alcoólicos que se responsabilizam pelo recorde no faturamento do setor.
Com um total de US$ 154.20 milhões em 2010, o item se manteve como o segundo produto mais exportado da região, perdendo apenas para os celulares, com US$ 345.31 milhões, segundo informações do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Embora a posição não seja nenhuma surpresa, houve um acréscimo de 0,72% ante os dados de 2008 (US$ 153.10 milhões), ano do segundo maior faturamento da região. Além disso, naquela época o valor de exportação havia sido de US$ 1.27 bilhão, número 11,73% superior ao alcançado no ano passado (US$ 1.12 bilhão), o que define ainda mais o crescimento do setor.
Por sinal, o montante da receita bruta de vendas do segmento, anotada em 2010, foi de US$ 213.09 milhões.
O saldo ultrapassa o de anos anteriores, segundo indicadores da Suframa (Supe‑ rintendência da Zona Franca de Manaus).
Os melhores números para o setor de bebidas haviam sido registrados em 2006, com US$ 210.35 milhões, mas já são águas passadas, porque até novembro do ano anterior este montante foi superado em 1,31%.
De acordo com dados do Ministério, a Recofarma, fábrica de concentrados do grupo Coca-Cola, é a segunda empresa que mais exporta no Estado, consequentemente, ocupa o primeiro lugar no ranking das indústrias de bebidas, movimentando US$ 147.50 milhões.
Com US$ 8.88 milhões, a Pepsi-Cola Industrial da Amazônia Ltda ganha a ‘medalha de prata’ da lista das empresas de bebidas que compõe o ranking de maiores exportadores do Estado.

Perspectiva para 2011

Pelo visto, os números de 2010 devem se repetir este ano. Na HVR-Concentrados da Amazônia Ltda, o mês de janeiro deste ano já superou todas as expectativas da empresa.
A representante administrativa-financeira da empresa, Bianca Mourão, comenta que o período é considerado fraco para os negócios, porém a fábrica tem produzido, em média, meia tonelada por dia.
Segundo Bianca, todos os itens da empresa são destinados, exclusivamente, para outros Estados, como Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Ela fala que, apesar da queda do dólar, assim como houve redução no preço do produto, também houve abatimento no custo da produção, por isso o recorde em 2010.
No ano anterior, apesar da expectativa de crescimento na média de 8%, em termos de volume de produção, houve um incremento de 30% ante dois anos atrás. O faturamento ficou na média esperada, por conta dos preços mais reduzidos para manter os clientes logo depois da crise. “Mas é a produção que faz a fábrica rodar”, frisou Bianca. Se for esta a questão, em janeiro já houve uma alta de 60% frente a produção de mesmo mês do ano passado. Em virtude disso, o faturamento cresceu 15%. “Foi um dos melhores inícios de ano para a empresa, sendo que a época mais favorável para o setor são os meses que antecedem o verão na região Sudeste”, destacou.
Na Cibea Manaus, a gerente produtiva, Mirlândia Arruda, afirma que também houve o mesmo ‘fator-surpresa’ na fábrica. “Embora seja um mês de queda, nós já tivemos uma elevação de cerca de 50%”, ressaltou.
Em fevereiro a empresa começa a enviar seus produtos para Maceió, Belém e Rio Grande do Sul. E a partir de junho, possivelmente, ela pretende se estender no mercado exterior, em virtude de um contrato com uma empresa americana.

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