Expoagro eleva potencial de produtos regionais

A 34ª Expoagro (Exposição Agropecuária do Amazonas) já exibe seus primeiros resultados e apresenta aos empresários e à população em geral, soluções ambientais economicamente viáveis e socialmente res­ponsáveis. Além de certificação de produtos, a feira também está apontando outras alternativas de renda, como o manejo de madeira para a produção de móveis.

De acordo com o titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural), Eron Bezerra, a exposição, que trouxe como temática para este ano o programa Zona Franca Verde, tem mantido as expectativas esperadas e já pode se considerar satisfatória em relação ao ano passado.

“O programa Zona Franca Verde é baseado no adestramento das atividades produtivas com base nos recursos ­naturais disponíveis e tem co­mo principal fundamento elevar o nível de renda e a qualidade de vida dos homens e mu­lheres do campo, do ­in­terior, e isso é exatamente isso que estamos constatando ao longo dessas exposições”, afirmou o secretário.

Um dos frutos da feira é a mostra da produção de móveis feitos a partir de madeira de floresta manejada, um meio encontrado pelos técnicos das instituições envolvidas no plano, cuja forma de exploração permite manter um fluxo contínuo de produtos e serviços oferecidos sem causar danos de grandes pro­porções à natureza.

Produção beneficia municípios

De acordo com um dos coordenadores do Projeto Floresta Viva, Laerte da Silva, trata-se de um projeto da SDS (Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento ­Sustentável) denominado Floresta Viva Amazonas, com 75% dos recursos mantidos pela União Européia e o restante pelo Governo do Estado. “O programa é um exemplo de uso racional dos recursos naturais que já esta sendo realizado na prática” disse.

A produção moveleira é distribuída entre seis municípios do Estado (Benjamin Constant, Tabatinga, Atalaia do Norte, Carauari, Maués e Boa Vista do Ramos), e inicialmente contempla carpinteiros, artesãos, extratores de madeira e fabricantes de móveis, grupos que estão organizados em associações.

Manejo sustentável

O programa incentiva tanto fabricantes quanto madeireiros ao uso sustentável da madeira legalizada procedente de flo­resta cultivada em manejo. Fornece todo o apoio técnico e legal para o desenvolvimento e promoção deste.

Para ilustrar as relações de custo, o coordenador afirmou que uma cama, por exemplo, fabricada pelas associações é vendida em média por R$ 700. Traz como diferencial um design amazônico (patenteado e cedidos às associações sem custos), além do respeito ao meio ambiente e um selo de certificação que identifica a procedência do móvel.

O preço é justificado pela concorrência desleal proporcionada pela comercialização do produto feito de madeira de extração ­legalizada ou não. “O fato é que a madeira oriunda de des­matamento autorizado é legal, entretanto não contribui para manter a floresta. Daí ela ser de baixo custo em detrimento à madeira de floresta manejada”, concluiu Silva.

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