Expectativas sobre a vacina contra covid-19

O Brasil está se preparando para receber a vacina contra a covid-19 em larga escala. Os primeiros testes estão sendo feitos em voluntários e a previsão é que a vacina chegue à população no início em 2021, mesmo com a recente aprovação russa. Para entender o comportamento do brasileiro sobre o acesso à vacina, a HSR Health, empresa da holding HSR Specialist Researchers, realizou o estudo Expectativas da Vacina contra a covid-19. Segundo dados apurados, 81% da população acreditam na eficácia imunológica da vacina contra o vírus.

De acordo com o estudo, 67% dos entrevistados disseram que esperariam o cronograma de prioridades do SUS para as campanhas de imunização. Já 33% buscariam imediatamente o acesso no setor privado. Após a disponibilidade, a população acredita que acessará a vacina em 71 dias em média na rede pública e em 31 dias em clínicas particulares, sem aguardar a programação do SUS (Sistema Único de Saúde). Além disso, 80% aceitaria preços entre R$ 50 e R$ 99 pela aplicação e vacina. Independentemente se acessará via SUS ou por clínicas privadas.

Com maior morosidade para acesso à imunização na rede pública, há uma percepção de incerteza na capacidade de realizar a vacinação em massa, pois somente 38% entendem que o SUS está preparado, enquanto 64% acreditam que as clínicas particulares estão mais bem aparelhadas para isso. Os brasileiros do Sul são os que confiam mais na rede pública de sua região, visto que 43% entendem que as unidades locais são mais qualificadas. Esse índice é menor no Centro-Oeste, 30%, enquanto no Sudeste e no Norte/Nordeste chega a 38%.

“Por questão de hábito, o acesso à vacina por meio do SUS seria predominante, com procura por parte de dois terços dos brasileiros. Contudo, a população não rejeita completamente o pagamento pela imunização. Nesse sentido, o levantamento mostra que 80% da população aceitaria pagar entre R﹩ 50 e R﹩ 99 pela vacina. Embora hoje não haja dados que demonstrem comparativamente o percentual de outras campanhas de vacinação entre SUS e clínicas particulares, creio que quem pague não chegue a 33%, conforme observamos nos dados coletados”, sinaliza Bruno Mattos, diretor da HSR Health e responsável pelo estudo.

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