Na avaliação do presidente da Abifer, Luís Cesario Amaro da Silveira, ainda que o cenário setorial se mostre pessimista, a expectativa da indústria ferroviária brasileira está no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O programa pretende ampliar, até o ano de 2010, com mais de 2.500 quilômetros de ferrovias, além da eliminação de gargalos e construção de contornos ferroviários.
“Ainda é muito pouco para que o Brasil precisa, face à natureza das cargas transportadas e pelas distâncias percorridas. O PAC privilegiou o sistema rodoviário contemplado com a construção de 6.876 quilômetros, a duplicação de 3.214 e a recuperação de 32 mil quilômetros de rodovias federais”, ponderou o presidente da Abifer.
O maior produtor e exportador mundial de soja são os EUA que também é o maior concorrente do Brasil no mercado mundial onde ocupa o segundo lugar. País de grandes dimensões, os norte-americanos se preocupam com o preço do transporte interno que tem grande importância no custo final do produto agrícola. “Nesse caso é sempre recomendável o emprego da multimodalidade, usando os modais fluvial, ferroviário e rodoviário, preferencialmente nesta ordem”, comentou Amaro da Silveira.
Segundo a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), nos EUA, 61% do transporte de soja é efetuado via fluvial, no caso o rio Mississipi é fundamental para o escoamento da produção.
“No Brasil, a nossa matriz é inversa e perversa para o produtor brasileiro –60% do transporte é feito por rodovia. Resultante dessa discrepância que, ainda de acordo com a Abiove, o frete interno para distâncias acima de 1.000 km nos EUA é de US$ 15/tonelada, enquanto que no Mato Grosso, na recente safra, foi de US$ 88/tonelada”, explicou Amaro da Silveira.
O Brasil possui um excelente exemplo de uma logística adequada que permite a exportação, com muito êxito, de minério de ferro, em diversos continentes. “Mantemos a liderança mundial da exportação desse produto de baixo valor agregado e de peso elevado, como decorrência de uma eficiente logística centrada no transporte ferroviário efetuado pela EFC (Estrada de Ferro Carajás), EFVM (Estrada de Ferro Vitória Minas) e MRS”, afirmou Silveira.
No momento em que a indústria ferroviária brasileira completa 30 anos de história, os fabricantes de trens de passageiros aguardam a licitação de 320 carros (40 trens de oito carros cada), da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), e mais 102 carros (17 trens de seis carros cada), do Metrô de São Paulo.

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