Excesso de burocracia atrapalha investimentos

O excessivo controle do sistema brasileiro em liberar projetos dos mais diversos segmentos da vida pública (e ainda da iniciativa privada) é um dos grandes gargalos para promover o desenvolvimento econômico.

Somos um dos países mais rigorosos em termos de burocracia. Atribui-se a esse rigor a fuga de grandes investimentos no País. E a reforma administrativa pretende mudar esse cenário tão negativo, extenuante. 

No Amazonas, já são enormes as quantidades de empresas que buscaram outros países para instalar os seus negócios. Muito simples – quem oferece melhores vantagens, tem mais condições de atrair potenciais novos recursos.

Extremamente morosa, a administração pública peca por não ser tão ágil, dinâmica, eficaz, eficiente, frustrando os investidores. E a excessiva burocratização cansa, mexe com os nervos, de quem tem grande expectativa de expandir as suas atuações empresariais, seu raio de ação.

No sistema judiciário, nem se fala. As ações tramitam, caminham, em ritmo de cágados. São tantas que não existem quantidades de pessoal suficientes para destravá-las. Espera-se anos para se ter algum desfecho.  

Tomemos como exemplo mais recente desse engessamento burocrático, moroso, os US$ 200 milhões (poucos mais de R$ 1 bilhão) destinados pelo Banco Mundial ao Amazonas como parte de recuperação no pós-Covid. 

Até agora, os recursos continuam retidos por questões burocráticas. O empréstimo foi autorizado ainda em 2020. Precisa ainda ter aprovação do Senado e ser também ratificado pela Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia.

Percorrerá outro vaivém antes de ser liberado. Retornará à Secretaria Especial. E só depois, então, pode chegar ao seu destino. Quanta trajetória desafiante, cansativa, para se ter acesso a um recurso tão necessário nesses tempos de pandemia.

Lembremos ainda das questiúnculas ambientais envolvendo a liberação das obras na BR-319, essencial para ligar o Amazonas aos outros Estados do País, capaz de alavancar a competitividade dos produtos made in ZFM. Já são mais de três décadas de engessamento, sem que o projeto avance.

É uma das principais bandeiras de luta da bancada amazonense no Congresso. Durante a campanha pela presidência, o então candidato Jair Bolsonaro garantiu que a pavimentação da rodovia estaria no rol das medidas a serem adotadas para a recuperação das estradas brasileiras, a maioria carcomida, destruídas, por falta de manutenção adequada.

O atual ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que o presidente considera a estrada importante para o desenvolvimento econômico e comercial do Amazonas, mas lamenta que o projeto não avance pelo impasse ambiental criado em torno das obras que continua até hoje. Até quando?

Foto/Destaque: Divulgação

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