Ex-secretário deve responder por desacato a deputados estaduais

O promotor de Justiça e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo Saulo de Castro Abreu Filho vai responder pelo crime de desacato. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça paulista recebeu denúncia da Procuradoria-Geral de Justiça contra Saulo. O ex-secretário é acusado de debochar, com palavras, gestos e atitudes, de deputados estaduais durante audiência na Assembléia Legislativa.
Saulo de Castro foi acusado de desacato contra os deputados estaduais Afanásio Jazadji, Carlinhos Almeida, Ênio Tatto, Ítalo Cardoso, Mário Reali, Renato Simões, Valdomiro Lopes, Vanderlei Siraque e Vinícius Camarinha. Na opinião do chefe do Ministério Público, Rodrigo César Rebello Pinho, o ex-secretário teria extrapolado a veemência e a ironia durante sessão da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa.
Segundo a denúncia, Saulo, então secretário, foi à Assembléia Legislativa, em junho de 2006, para esclarecer sobre a diminuição de recursos destinados à pasta da Segurança Pública no orçamento daquele ano. Os parlamentares também queriam saber quais as providências adotadas pelo titular da Segurança Pública para prevenir, investigar e punir os responsáveis pelos atentados da facção criminosa PCC contra policiais militares.
De acordo com o Ministério Público, quando questionado pelos deputados, o então secretário ensaiou passos de dança e batucou na mesa, desviou o olhar zombando dos parlamentares e chegou a mostrar o dedo do meio. Saulo também teria respondido de forma rude a interpelações dos deputados.
A defesa do ex-secretário contesta as acusações. Não nega que Saulo foi enérgico e até rude, mas sua reação seria resultado das provocações dos parlamentares.
Na denúncia, Pinho afirma que, ao responder uma pergunta do deputado Ítalo Cardoso, Saulo teria dito que “não dá para explicar para o criminoso como a Polícia atua”. O deputado ponderou: “o senhor não está respondendo para criminoso, está respondendo para deputado”. O secretário contestou: “Não falei que o senhor é criminoso, se a carapuça serviu…”. O parlamentar ficou irritado e rebateu: “Responda a pergunta, não tem carapuça. Tem uma pergunta clara, secretário. Perguntei se foi pelo grampo dos celulares que descobriram”.

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