Evento sobre agronegócios e inovação no Distrito Federal recebe participação da fazenda Malunga

Apostar na agroecologia como projeto para produção de alimentos saudáveis e para concepção de um mo­delo social mais justo. Essas são premissas trabalhadas no Distrito Federal há 25 anos pela Fazenda Malunga, situada a cerca de 70 km do centro de Brasília.
Para falar dessa experiência, Joe Valle, cuja mulher hoje administra a fazenda, compareceu nesta quinta-feira, dia 6, ao evento ‘Agronegócios & Inovação’, no painel ‘Empreendimentos Inovadores de Produtos Orgânicos’. O evento é promovido pelo Sebrae Nacional, em Brasília na sede da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio).
A Fazenda Malunga comercializa hortaliças orgânicas, produzidas sem o uso de agrotóxicos e adubos químicos. São 20 toneladas de alimentos vendidos mensalmente, que têm entre seus destinos os supermercados do Distrito Federal.
Com anos de atuação na Fazenda Malunga, Valle trouxe ao público da palestra conhecimentos técnicos sobre o trabalho desenvolvido na propriedade, como a adubação verde, técnica milenar utilizada para me­lhorar as propriedades dos solos, e o uso de fertilizantes a partir de matéria vegetal (palha) e animal (esterco).
“A produção da Malunga busca o equilíbrio do convívio da natureza com a sustentabilidade econômica”, afirmou Joe Valle, hoje secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia). Durante sua explanação ele ressaltou o papel do conhecimento e das tecnologias para o desenvolvimento da agricultura orgânica.
“A tecnologia é muito im­portante para a agroecologia. Refiro-me às tecnologias sociais, a formas mais acessíveis, não à tecnologia das grandes máquinas, adequadas à grande indústria”, frisou o ex-administrador. Valle contou que os gestores da Malunga se preocupam com a socialização do conhecimento. A Fazenda recebe em torno de 1,2 mil visitantes por ano e essas pessoas têm acesso a toda a tecnologia do empreendimento.
Joe Valle também falou da estrutura administrativa da Malunga, dividida em um conselho técnico e outro de gestão. Toda pessoa que trabalha há mais de oito anos na Fazenda entra para o Conselho de Gestão. A Fazenda dispõe de um mecanismo para distribuição de seus rendimentos aos trabalhadores.
Joe contou que a qualida­de de vida dos funcionários da Malunga é prioritária. Essas pessoas recebem vi­sitas de fisioterapeutas e aulas de yoga e ginástica laboral. Uma vez por mês, acontece um café da ma­nhã, em que os funcioná­rios discutem temas como a importância dos orgânicos para as comunidades.
Durante a palestra, Joe Valle elogiou o papel do Sebrae na capacitação de profissionais. Ele informou que 10% do tempo das pessoas que trabalham na Malunga destina-se à qualificação.
O secretário Valle também revelou a intenção do Governo Federal de articular uma rede nacional de produção e distribuição de produtos orgânicos. “Em uma rede, os produtores de orgânicos terão mais poder de barganha para comprar e para exportar”, afirmou.

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