EUA pedem a Brasil que lidere emergentes na Rodada Doha

É o momento de o Brasil estabelecer o mesmo compromisso e usar a lideran-ça que conquistou para persuadir outras nações em desenvolvimento, afirmou o secretário, em evento na manhã de quarta-feira na Amcham (Câmara de Comércio Ame-ricana) em São Paulo.
Para Gutierrez, um acordo na Rodada Doha deve ser obtido em breve. “Estamos mais próximos do que as pessoas imaginam. Como em toda negociação, as partes têm que ceder alguma coisa. Ninguém receberá tudo, mas o suficiente para que valha a pena”, disse.

Segundo ele, o presidente Bush tem intenção de reduzir subsídios desde que haja reciprocidade dos demais negociadores, especialmente a União Européia. Ele disse ainda que tenta obter do Congresso americano apoio para as negociações de Doha através da renovação do “fast-track” (mecanismo que dá ao Executivo a autoridade fechar tratados comerciais internacionais sem que o Legislativo possa fazer emendas) para que os traba-lhos sejam concluídos.

“Seria uma pena muito grande deixar isso (um acordo na Rodada Doha) se esvair por entre nossos dedos. Não há idéia mais grandiosa do que gerar crescimento, reduzir a pobreza, criar empregos no mundo”.

Em termos continentais, o secretário disse que a Alca (Área de Livre-Comércio das Américas), cujas negociações foram suspensas por falta de acordo, “é uma idéia e, como todas as idéias, continua tendo vida. A visão é muito poderosa, mas entendemos e respeitamos que todos não estejam prontos para ela”.

Gutiérrez destacou o papel do Fórum Brasil-EUA, criado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, para a “promoção do comércio e dos investimentos” e superar o crescimento de 15% na balança comercial em 2006.

“Com o Brasil, queremos aumentar os US$ 45 bilhões que temos de comércio, onde US$ 26 bilhões correspondem às exportações brasileiras. Buscamos acordos amplos de investimentos com um compromisso com os direitos de trabalho e propriedade intelectual e, para isso, é necessário um acordo em Doha”, disse.

Após visitar Uruguai e Brasil (passando por São Paulo e Brasília), a viagem de Gutiérrez terminará na Colômbia, aonde chegará na sexta-feira.

Benefício aoMercosul

Um estudo que será apresentado nesta segunda-feira na 7ª Conferência Plenária do Fórum Empresarial Mercosul-União Européia aponta que as negociações entre Mercosul e UE para a criação de um mercado livre têm acontecido de forma “enviesada”.

No trabalho de Alfredo Val-ladão, professor de Ciências Po-líticas do Mercosul do Instituto de Estudos Políticos de Paris, a conclusão é que a criação de uma zona de comércio livre “interessa muito aos países do Mercosul, sobretudo à sua indústria, que tem de apostar no aumento da produtividade e ser competitiva num mundo cada vez mais global”.

Apesar disso, o estudo avalia que as negociações entre o bloco não têm sido tratadas de maneira correta. “O bloco de países do Mercosul tem defendido que a Europa cria barreiras às exportações agrícolas e agro-alimentares, enquanto a UE se queixa da situação inversa, ligada à indústria e aos serviços”.

A conferência que acontece em Lisboa, contará com a presença de 220 especialistas, entre empresários e lideranças de países da UE e do Mercosul, sobretudo de Brasil, Argentina e Uruguai. O presidente do Fórum Empresarial, Luís Mira Amaral, disse que a indústria dos países do Mercosul só tem a ganhar em competitividade.

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