Eu viro, tu viras, ele virus

Alguns cientistas acham que os vírus existem há alguns bilhões de anos na terra. São parte da história da formação da vida, parentes distantes de organismos mais complexos que evoluíram como os nossos. É um parente distante, esquisito e acima de tudo parasita. Isso mesmo, parasita. Tem informação genética, isto é, podem se reproduzir mas precisam da energia e da “fábrica” de reprodução que nossas células possuem para reproduzirem. Depois de utilizá-las ele mata a célula de cansaço e sai com a filharada nova para invadir mais células. Eita parente danado. São milhares, talvez milhões de vírus, mas apenas 3 mil e pouco são conhecidos pela nossa ciência.

De tanto em tanto a humanidade se vê diante de uma verdadeira guerra contra alguns deles. Apesar de serem organismos muito simples – cientistas se dividem na opinião de serem eles organismos vivos ou não – mas esta aparente simplicidade se esconde numa atuação muito complexa quando alguns deles evoluem e conseguem grande sucesso na facilidade de infecção e de causar danos, até a morte, nos seres humanos.

No caso do Covid-19 que hoje nos assola, o verdadeiro combate está no sistema de defesa do nosso organismo e alguns tratamentos que auxiliam nossas defesas a combatê-lo, já que ainda não há um remédio, ou tratamento que o elimine. E temos a vacina, ou as vacinas, feitas em tempo recorde por muitas instituições mundo afora. A história está se desenrolando, se escrevendo e o muito que sabemos até agora sobre ele é que sabemos pouco. O parente distante, parasita, rapidamente se transmuta tenta driblar nossas defesas e se preservar. É da vida. Um detalhe que leva a morte uma infinidade de pessoas, e também é da vida, tentar preservá-las. As vacinas sem dúvida cumprem muito bem este papel, reduzem muito, e tomara que consigam eliminar as formas mais graves, mortais.

Nosso organismo social, cumpre um papel importante nessa defesa também, pode e deve ajudar o sistema imunológico dos atingidos pela doença. E deve agir antes do organismo biológico ser atingido, é aí que faz seu melhor papel.

Mas como qualquer organismo, é complexo e apresenta uma diversidade de facetas, de opiniões, de inteligência e ignorância convivendo num mesmo momento. A contemporaneidade não é mole não, mas é o pedaço do tempo que convivemos uns com os outros e é difícil encontrar unanimidade, o que é saudável. As diferenças de pensar, de agir são saudáveis, mas podem ser irresponsáveis, ignorantes – no sentido de se ignorar mesmo, não prestar atenção que determinadas ações nossas podem prejudicar outras pessoas – muitas delas próximas. Podem ser também maléficas e disso nosso parente distante gosta e se aproveita. Ele é o principal convidado nas festas e aglomerações de hoje, e somos nós que o levamos para se banquetear. Tenho um amigo que diz que numa festa hoje tem vários covidados. Trocadilhos a parte, as ações sociais podem ajudar a refrear esse inimigo comum.

De tanto usar, cansar e matar nossas células o danado acaba matando a gente e aí precisa voar pra outro organismo. Infelizmente, sem os cuidados necessários, aglomerações e ambientes fechados são uma festa. Uma festa pra esses bichinhos.

Curiosidade

A Gripe Espanhola, na verdade apareceu nos Estados Unidos no Kansas e foi levada a Europa pelas forças americanas na Primeira Guerra Mundial. Conseguiu infectar 1/3 da população mundial entre 1918 e 1919. Calculam entre 50 a 100 milhões de mortos. No início do século 20 o transporte entre países já era intenso, mais lento, ia na velocidade dos navios, barcos, das locomotivas e das carroças mas o vírus foi muito eficiente, matou muita gente e acabou recebendo um sobrenome que o identifica até hoje, e nada explica sua procedência.

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