A palavra ética soa como algo limpo, transparente, amigável, parceiro, companheiro e humano. Todavia uma parcela da sociedade conhece o conceito mas pouco utiliza. Há a necessidade de saber se para esta parcela a tentação é muito grande, a necessidade fala mais alto ou o ser humano continua em um processo de esquecimento da moral e da ética. Um fato é real: precisamos urgente criar limites e buscar respeito em todos os processos que utilizarmos no cotidiano e, para isso, devemos prometer somente o que podemos fazer e cumprir esses compromissos prometidos. Assim poderemos buscar e mesmo resgatar muita credibilidade para nossos atos. Também, temos que ter o cuidado para não preconceituarmos ações generalizando-as de modo banal e crítico sem respostas de como melhorar.

A impunidade no Brasil vem crescendo em ritmo acelerado e contínuo. Muitas vezes há uma conivência que somente prejudica as pessoas honestas e íntegras. Muitos não conseguem mais ver o limite que devem seguir e chegam, assim, a atropelar qualquer processo em benefício próprio. Promete-se o que não se cumpre e mesmo assim nada acontece. Já nos acostumamos a dizer “isto vai acabar em pizza”. Todavia podemos mudar este cenário e buscar um maior comprometimento de todos para não aceitarmos mais as promessas não cumpridas. Precisamos participar mais ativamente de tudo que acontece ao nosso redor e criarmos respeito e limites nos processos.
Criticar é muito fácil, qualquer medíocre sabe. Trazer soluções e participar com planos, estratégia é para poucos. Podemos observar nos partidos políticos, nas organizações religiosas, nas empresas privadas e públicas quando somente reclamam, brigam, discordam de tudo e de todos e pouco se evolui. Precisamos resgatar a credibilidade das críticas, de modo a utilizar sempre a ética como realmente uma conduta humana. Não podemos esquecer que o ser humano é a base de tudo, e mais ainda, que nós, todos nós, somos seres humanos passíveis de erros e acertos. Precisamos buscar e resgatar o nosso civismo e a nossa ética em tudo o que fazemos. Não podemos mais fechar nossos olhos e fingir não enxergar o que acontece de absurdos ao nosso redor.

Precisamos criar novas oportunidades para todos nós criando um novo processo onde o nosso ponto de vista precisa ser debatido e, se necessário, renovarmos nossas leis a fim de podermos crescer enquanto nação em busca de um desenvolvimento sem vícios e com oportunidades para todos.
Não podemos esperar que somente os governantes façam isto, pois eles já deixaram, durante toda a história, bastante claro que não farão e não conseguem fazer como deveriam, logo, podemos participar de modo extremamente ativo neste processo inclusive sendo ou buscando ser um deles.
Certamente podemos destacar que a grande maioria da população brasileira ainda preza pela ética em todos os sentidos, pois se não fosse assim estaríamos perdidos e entregues à própria sorte. Todavia, o que acontece é que sempre destacam muito mais as mazelas do que as benfeitorias. Tenho a certeza que muito de bom se faz no Brasil, mais infelizmente aqueles que divulgam as mazelas esquecem de divulgar os sucessos, esquecendo também, que as pessoas continuam sendo o centro de todo o processo e são elas responsáveis pelo sucesso ou fracasso das situações criadas. Precisamos sonhar, planejar e agir, mas sempre de forma prazerosa e nunca esquecendo da boa conduta ética .

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria e Treinamento Empresarial. E-mail: guimaraes [email protected]

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