Estudo vai definir futuro

Expectativa é solucionar imbrólio em agosto para viabilizar projetos para o estádio da Copa

O destino da Arena da Amazônia – Vivaldo Lima será definido no próximo mês de agosto. Segundo a UGP Copa (Unidade Gestora do Projeto Copa) há um estudo sendo elaborado pela empresa Ernest Young que irá definir o melhor modelo de cessão onerosa do estádio. Enquanto o estudo não sai, especulações surgem em torno da utilização do complexo multiuso. Dentre elas, está a realização de jogos do campeonato nacional, shows musicais nacionais e internacionais, realização do Peladão 2014, também eventos culturais e ecumênicos são cogitados. A expectativa é que o estádio continue dando lucros tanto para o governo do Estado quanto para os clubes e incentivando o futebol amazonense.
A Arena da Amazônia voltou a ser gerida pela FVO (Fundação Vila Olímpica) logo após o término da primeira fase da Copa da FIFA. O destino do complexo esportivo multiuso depende de um estudo encomendado pelo governo do Estado à empresa Ernest & Young para avaliar a melhor forma de gestão do local. Esse estudo está previsto para ser entregue no mês de agosto e custou cerca de R$ 1 milhão aos cofres públicos do Estado do Amazonas.
De acordo com o coordenador da UGP Copa, Evandro Melo, a Arena da Amazônia é um espaço multiuso e não será usado apenas para o futebol, mas também para eventos não esportivos como shows, convenções e concertos. “Os primeiros jogos na Arena da Amazônia renderam um faturamento excelente aos clubes locais e levaram muitos torcedores ao estádio”, disse. Em dois meses, Arena da Amazônia rendeu mais de R$ 700 mil ao governo do Amazonas e R$ 1,2 milhão a clubes locais.
A sugestão do presidente do CRA-AM (Conselho Regional de Administração do Amazonas), José Carlos de Sá Colares, é transformar a Arena da Amazônia em um complexo cultural, aos moldes dos Povos da Amazônia e dos estádios do Real Madri e Barcelona, com um Museu do Esporte (a história do esporte), lojas de artesanato, praça de alimentação, visitas monitoradas e um centro de capacitação com aulas de informática e idiomas.
“É importante destacar que o complexo seria uma parceria com empresas privadas (lojas e restaurantes) que pagariam pelo espaço ocupado. Assim como seria pago o ingresso para a visitação do complexo”, destacou. Outra sugestão do administrador é investir na locação da Arena para grandes eventos como shows nacionais e internacionais.
Mesmo sem o modelo de gestão definido, a UGP-Copa enxerga muito potencial na Arena da Amazônia e está otimista. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a Arena da Amazônia é um espaço multiuso e não será usada apenas para o futebol, mas também para eventos como shows, feiras e concertos.
Porém para o diretor técnico da FAF (Federação Amazonense de Futebol), Ivan Guimarães, a realidade do futebol amazonense não condiz com um estádio como o construído para a Copa. “O Estado conta apenas com um time, o Princesa do Solimões, competindo no Campeonato Brasileiro deste ano, na série D”, observou.

Inauguração da Colina
Após a reforma que deixou o Estádio Ismael Benigno no ‘padrão FIFA’, o governo do Amazonas, através da Sejel (Secretária de Estado da Juventude Esporte e Lazer), confirmou a inauguração do estádio da Colina com o clássico ‘galo preto’, partida entre São Raimundo e Sul-América, na próxima quinta-feira (3), a partir das 19h.
Na ocasião, o coordenador estadual da UGP Copa (Unidade Gestora do Projeto Copa), Evandro Melo, estará presente. O ingresso para a partida que marca como o primeiro jogo no estádio será 1 kg de alimento não perecível. Clássico ‘galo preto’ entre São Raimundo e Sul América marca a inauguração do Estádio da Colina – Ismael Benigno.
O Estádio Carlos Zamith, que fica no bairro Coroado, zona Leste da cidade, foi entregue em maio pelo governador do Amazonas, José Melo. Construído para ser um dos COT (Campos Oficiais de Treinamento) para as seleções que disputam a Copa do Mundo 2014 em Manaus, o estádio tem capacidade para 5 mil pessoas. A obra custou cerca de R$ 15 milhões e, segundo o governador, ficará como um dos legados da Copa para o futebol local.
“Essa, sim, é uma herança importante da Copa, olhando a nossa juventude. Aqui pode ser a usina formadora daquilo que sonhamos para o futebol amazonense. Aqui, vamos poder treinar os jovens talentos que vão formar os times principais”, observou Melo.
O governador, ressaltou que o estádio do Coroado junto com o Estádio da Colina, do bairro de São Raimundo, zona Oeste da cidade, que também foi reconstruído pelo governo do Amazonas para servir de COT, serão utilizados para as partidas de futebol do Campeonato Amazonense. “Serão utilizados para as partidas de público pequeno, que não poderão ser disputada na Arena da Amazônia, onde os custos operacionais são mais altos”, ponderou.

Legado da Copa
O presidente do Nacional Futebol Clube, Mário Cortez, time que mais jogou até agora na Arena da Amazônia está muito otimista com o resultado dos jogos. “Nosso faturamento até agora superou os R$ 800 mil e isto é maravilhoso, corresponde a 5% de toda nossa arrecadação do ano passado inteiro”, afirmou Cortez.
Os eventos na Arena Vivaldo Lima movimentaram R$ 5,5 milhões e renderam ao Estado, por meio da FVO, cerca de R$ 740 mil. Juntos, os times Nacional, Princesa do Solimões e Fast Club faturaram R$ 1,2 milhão. Ainda segundo o gestor da UGP Copa, já há agenda de shows pós-Copa e dos R$ 740 mil, da renda do jogo inaugural da Arena da Amazônia, mais de R$ 248 mil foram repassados para instituições de caridade por meio do FPS (Fundo de Promoção Social).

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