Estudo mostra quem se beneficia com destruição

Um estudo inédito mostra como a cidade de São Paulo, principal mercado consumidor brasileiro, também é responsável pela destruição da Amazônia. A iniciativa é do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo, realizadores do seminário “Conexões Sustentáveis: São Paulo – Amazônia”, que começou ontem e vai até hoje.
A pesquisa direcionou seu foco para setores estratégicos que atuam na região: pecuária bovina, extrativismo vegetal, plantio de soja e outros grãos, além de políticas de financiamento para atividades produtivas em áreas amazônicas. O estudo aponta exemplos de negócios que têm na sua base produtores atuando de forma predatória, cujas matérias-primas chegam, direta ou indiretamente, a grandes redes varejistas, indústrias automobilísticas e à construção civil da capital paulista.
A região da bacia do Rio Xingu serviu como limite geográfico para a investigação dos elos produtivos que ligam os negócios entre esta região e São Paulo. A pesquisa foi realizada pela ONG Repórter Brasil e pela Papel Social Comunicação.
Durante meses, jornalistas das duas organizações percorreram milhares de quilômetros para verificar a situação dos impactos sociais e ambientais causados pelo avanço da agropecuária e do extrativismo sobre a floresta. Avanço que está diretamente relacionado com as demandas da maior cidade da América do Sul. Por meio deste longo trabalho de investigação, foram identificados exemplos de empresas que mantiveram relações comerciais com proprietários e investidores rurais flagrados pelo poder público cometendo crimes ambientais ou se valendo do trabalho escravo. Essa cadeia de responsabilidades atinge diretamente o maior centro consumidor do país.
A pesquisa identificou exemplos de cadeias de responsabilidades que ligam a pecuária na Amazônia ao mercado consumidor de São Paulo. Foram encontrados produtores flagrados em desrespeito à legislação ambiental e trabalhista na cadeia de grandes frigoríficos que fornecem carne para supermercados de São Paulo e restaurantes.
Com relação à madeira, a pesquisa identificou exemplos de redes de comercialização que envolvem empresas de produtos para o lar, de decoração e do mercado imobiliário.
Grandes empresas que comercializam não apenas grãos como soja, girassol e arroz, mas também biodiesel compram de produtores autuados por problemas de ordem ambiental.

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