Estudo mostra amadurecimento do mercado de biotecnologia

Mais investidores, mais empresas, mais transferência de tecnologia entre universidades e mercado. Os dados preliminares do Estudo Setorial 2007 da Fundação Biominas indicam o amadurecimento do setor de biotecnologia no Brasil.
“Percebemos um aumento do número de incubadoras tanto dedicadas exclusivamente à biotecnologia quanto multisetoriais, o que significa também um aumento do número de projetos na área”, destaca o presidente da Fundação, Eduardo Soares.
O estudo será lançado no final de outubro e estará disponível a todos os interessados gratuitamente, já que foi financiado com recursos de parceiros, inclusive do Sebrae em Minas Gerais.
O cenário para empreendedores, investidores e pesquisadores ligados ao setor sofreu transformações consideráveis nos últimos anos, segundo Eduardo. “Houve o surgimento dos escritórios de transferência de tecnologia das universidades, de investidores voltados para a biotecnologia e o crescimento das empresas da área”, citou Eduardo.

Recursos disponíveis

Segundo Soares, a diminuição da rentabilidade de aplicações financeiras tem garantido o aumento do volume de recursos privados destinados às empresas de biotecnologia.
“Os governos também têm contribuído. Editais de financiamento têm incluído a participação de empresas. Antes os recursos eram enviados diretamente às universidades”, explicou. A mudança na forma de financiamento faz com que as instituições de pesquisa se interessem mais por parcerias com empresas para que tenham recursos que garantam a realização de seus projetos.
O momento é de desenvolvimento das várias faces do mercado de biotecnologia mas, na opinião do presidente da Fundação Biominas o Brasil entra atrasado nessa corrida. “Estamos entre os últimos grandes países do mundo a demonstrar interesse em desenvolver uma política de biotecnologia. Além dos países da Europa, dos Estados Unidos e do Canadá, China, Índia e Malásia já têm força no setor”, disse.
O desafio, segundo Soares, é acelerar o desenvolvimento do setor para alcançar os outros grandes players do mercado mundial. “O Brasil tem diferenciais importantes para garantir sua competitividade. Áreas como a agricultura e a bioenergia já mostram diferencial e o setor farmacêutico tem bom potencial”, avaliou.

Análise animadora

O cenário para empreendedores, investidores e pesquisadores ligados ao setor sofreu transformações consideráveis nos últimos anos, segundo o presidente da Fundação Biominas Eduardo Soares. “Houve o surgimento dos escritórios de transferência de tecnologia das universidades, de investidores voltados para a biotecnologia e o crescimento das empresas da área”, citou.
Segundo ele, a diminuição da rentabilidade de aplicações financeiras tem garantido o aumento do volume de recursos privados destinados às empresas de biotecnologia.

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