6 de março de 2021

Estudo mostra amadurecimento do mercado de biotecnologia

A mudança na forma de financiamento faz com que as instituições de pesquisa se interessem mais por parcerias com empresas para que tenham recursos para projetos.

Mais investidores, mais empresas, mais transferência de tecnologia entre universidades e mercado. Os dados preliminares do Estudo Setorial 2007 da Fundação Biominas indicam o amadurecimento do setor de biotecnologia no Brasil.
“Percebemos um aumento do número de incubadoras tanto dedicadas exclusivamente à biotecnologia quanto multisetoriais, o que significa também um aumento do número de projetos na área”, destaca o presidente da Fundação, Eduardo Soares.
O estudo será lançado no final de outubro e estará disponível a todos os interessados gratuitamente, já que foi financiado com recursos de parceiros, inclusive do Sebrae em Minas Gerais.
O cenário para empreendedores, investidores e pesquisadores ligados ao setor sofreu transformações consideráveis nos últimos anos, segundo Eduardo. “Houve o surgimento dos escritórios de transferência de tecnologia das universidades, de investidores voltados para a biotecnologia e o crescimento das empresas da área”, citou Eduardo.

Recursos disponíveis

Segundo Soares, a diminuição da rentabilidade de aplicações financeiras tem garantido o aumento do volume de recursos privados destinados às empresas de biotecnologia.
“Os governos também têm contribuído. Editais de financiamento têm incluído a participação de empresas. Antes os recursos eram enviados diretamente às universidades”, explicou. A mudança na forma de financiamento faz com que as instituições de pesquisa se interessem mais por parcerias com empresas para que tenham recursos que garantam a realização de seus projetos.
O momento é de desenvolvimento das várias faces do mercado de biotecnologia mas, na opinião do presidente da Fundação Biominas o Brasil entra atrasado nessa corrida. “Estamos entre os últimos grandes países do mundo a demonstrar interesse em desenvolver uma política de biotecnologia. Além dos países da Europa, dos Estados Unidos e do Canadá, China, Índia e Malásia já têm força no setor”, disse.
O desafio, segundo Soares, é acelerar o desenvolvimento do setor para alcançar os outros grandes players do mercado mundial. “O Brasil tem diferenciais importantes para garantir sua competitividade. Áreas como a agricultura e a bioenergia já mostram diferencial e o setor farmacêutico tem bom potencial”, avaliou.

Análise animadora

O cenário para empreendedores, investidores e pesquisadores ligados ao setor sofreu transformações consideráveis nos últimos anos, segundo o presidente da Fundação Biominas Eduardo Soares. “Houve o surgimento dos escritórios de transferência de tecnologia das universidades, de investidores voltados para a biotecnologia e o crescimento das empresas da área”, citou.
Segundo ele, a diminuição da rentabilidade de aplicações financeiras tem garantido o aumento do volume de recursos privados destinados às empresas de biotecnologia.

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