Estratégia & Ação – Desenvolver Economicamente o Amazonas – Projeto de Estado 3

Vários eventos ocorrem na Manaus em transformação, dentre os quais, alguns ou um pontual, chama mais atenção da sociedade em geral que outros, por exemplo: A inauguração do Complexo Viário “Prof. Gilberto Mestrinho”. Enquanto outros, como o contínuo desperdício de recursos naturais, exemplo: o pescado, passa despercebido. Quando inquirido por discordâncias sobre o enfoque tratado, quanto ao desenvolvimento da cidade-Estado Manaus e sua Região Metropolitana (RMM), chega-se a constatação que há um certo desentendimento sobre o papel e a função dos agentes econômicos – governo, as unidades familiares e as unidades produtoras – e demais stakeholders no sistema econômico que engloba toda a sociedade e os processos que levam ao desenvolvimento econômico regional local.

Poder-se-á identificar, através de diagnósticos técnicos econômicos que Manaus, que tende a passar por fenômeno da metropolização que envolve as cidades capitais, quanto ao estágio comum de sedimentação das estruturas produtivas e dos fluxos convergentes de influencias, é comum e poderá induzir movimentos próprios da desconcentração das atividades econômicas em direção das cidades-sedes municipais mais dinâmicas, abrangidas pelo círculo de convergência desta.

Metropolização de Manaus

Então, o que se chega à compreensão nesse estágio da metropolização de Manaus, são que as estratégias que se poderá adotar para buscar o desenvolvimento econômico regional local, somente se sustentarão positivamente através do conhecimento dos fluxos de influência, migratório, de serviços, de produtos, de capitais, de informações, de transportes, dentre tantos, o que determina a nova hierarquia urbana dentro da RMM e, juntamente com o mapeamento de seus potenciais econômicos. Por isso, que os agentes econômicos possuem atuação peculiar no sistema, tanto que não há o que confundir os movimentos, pois quando o agente governo atua na organização da sociedade, em determinadas comunidades nos Municípios, em atividades operacionais de caráter econômico que possibilite auferir alguma parcela de renda de subsistência, não se trata de projeto de desenvolvimento econômico regional, pois são ações estruturantes de camadas da sociedade, localizadas.

A gestão do conhecimento para identificar as nuances das características de Manaus, como polo irradiador do círculo de influências, de certa ordem econômica, que se descortina, empiricamente denotada, tornar-se de primordial importância nesse contexto. Nesse prisma, um novo paradigma a ser perseguido para futuro próximo, é um dos objetivos que possibilite auxiliar as políticas públicas para inserir as cidades-sedes municipais de abrangência nos fluxos econômicos a serem identificados. Por isso, Manaus ser uma das sub-sedes da Copa do Mundo de Futebol 2014 deva ser um estímulo à tomada de posição.

Que seja função do agente governo em promover uma agenda estratégica proativa junto aos gestores municipais inclusos na RMM, que concorra à inserção dessas sedes municipais, de forma competitiva de suas cidades.

Planejamento Econômico como Estratégias de ação

O fator ponte sobre o rio Negro, seja preponderante para inserção competitiva entre as cidades sedes municipais daquela região, concorrendo cada uma com a interseção entre a curva de oferta e demanda de infra-estrutura urbana, a procura de taxa de crescimento urbano compatível, nos moldes das questões microeconômicas marginais, capaz de maximizar seu potencial produtivo regional. Assim, os Municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão serão os tributários primários beneficiários desse vultuso investimento na formação bruta de capital fixo do Amazonas.

Nessa tese, essas cidades-sedes municipais deverão concorrer para transformarem-se em cidades intermediárias dentro da RMM, que possibilitem a ampliação do círculo de influência e dos fluxos econômicos que a cidade-Estado Manaus irradia. Para que tal ocorrência vigore, há que lançar-se mão do estoque de conhecimentos já sedimentado na sociedade manauense quanto ao planejamento estratégico voltado ao desenvolvimento econômico regional local de cada uma desses cidades envolvidas, inclusive Manaus.

A procura de certo equilíbrio entre os investimentos em infraestrutura dessas cidades-sedes municipais de viabilidade produtiva e a taxa de crescimento urbano em termos de escala, proporcionaria uma amplitude na atração de investimentos (fluxo de mobilização de capitais) e planejamento econômico de investimentos públicos de viabilidade infra-estrutural que transformaria o escopo econômico dessas cidades em centros de influência para desconcentração das atividades econômicas de Manaus e identificação de vantagens locacionais entre elas.

Visto por esse prisma, o planejamento estratégico para transformar as cidades em questões, em cidades médias de amplitude secundária a Manaus dentro da RMM, reveste-se como estratégia para as políticas pública e para o desenvolvimento econômico regional. Com base em conhecimentos, será possível identificar e viabilizar, economicamente, atributos e potenciais locais necessários às aspirações de qualificação dessas cidades-sedes, com interações socioeconômicas constantes do espaço regional com a hierarquia superior – Manaus.

Esta coluna é publicada todos os fins de semana e elaborada
sob a coordenação do economista, engenheiro, administrador, consultor de empresas e mestre em economia pela FGV (Fundação Getulio Vargas), Nilson Pimentel.
E-mail: [email protected]

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