16 de abril de 2021

Estrada vai incrementar economia local

A recuperação da BR-319 é tida como uma ótima alternativa de saída e entrada de produtos de Manaus via Porto Velho (RO) com acesso a várias partes do país. Dirigentes do PIM (Polo Industrial de Manaus) dizem que o uso da estrada vai baratear o frete

A recuperação da BR-319 é tida como uma ótima alternativa de saída e entrada de produtos de Manaus via Porto Velho (RO) com acesso a várias partes do país. Dirigentes do PIM (Polo Industrial de Manaus) dizem que o uso da estrada vai baratear o frete e consequentemente a mercadoria que chegará mais rápida no mercado consumidor com preço acessível.
O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial de Manaus), Cristóvão Marques Pinto, não tem dúvidas de que os benefícios serão imensos com a estrada em pleno funcionamento. “Na época em que rodovia estava trafegando normalmente, entrava muita mercadoria barata em Manaus”, contou, ressaltando que a estrada permite também uma maior integração entre os municípios amazonenses e desses com vários Estados brasileiros, principalmente da região Norte.
Quanto ao escoamento de produtos da indústria do PIM, Cristóvão Marques Pinto disse que a BR-319 se torna uma alternativa viável principalmente para a saída de produtos que são levados de caminhão-baú. “Um carregamento de Manaus para São Paulo por estrada reduz em torno de 15 dias de viagem comparado ao trajeto marítimo, o que torna o frete mais barato”, disse.
Vale destacar que, atualmente, todo o escoamento das mais de 500 empresas do polo de Manaus –responsáveis por um faturamento superior a R$ 30 bilhões em 2008– é todo feito atualmente pelos modais marítimo e aéreo, o que encarece o produto para o consumidor final. Para o deputado pecebista José Lobo, que na última segunda-feira realizou uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado para tratar do assunto, a recuperação da rodovia promoverá a ampliação das possibilidades de Manutenção da ZFM (Zona Franca de Manaus). “Imagine a força de produção que será ampliada com a rapidez que a estrada propiciará na saída de produtos acabados e entrada de mercadorias para atender ao mercado regional”, disse.
A ACA (Associação Co­mercial do Amazonas) também defende a restauração da BR-319. Integrante da entidade, Edgar Monteiro de Paula, disse que a recuperação da estrada é uma oportunidade ímpar, porque a vai diminuir as distâncias e gerar crescimento econômico na região. “Somos favoráveis à restauração da estrada desde que sejam feitas adequadas correções”, afirmou.
Edgar Monteiro de Paula avaliou que a dependência econômica do Amazonas por produtos de outras regiões brasileiras é grande, começando pela farinha de mandioca. “Em torno de 80% da farinha consumida no Estado é importada de outras regiões, daí a necessidade de que essa estrada fique trafegável porque reduz os custos operacionais”, justificou.

Exército vai recuperar 400 quilômetros

Por sua vez, o Exército brasileiro, responsável pela recuperação dos 400 quilômetros da BR-319 que liga Manaus a Porto Velho, já licitados pelo governo do Estado, diz que está lutando para concluir as obras dos trechos da região de Humaitá, um total de 171 quilômetros, até dezembro de 2009. Quanto aos 51 quilômetros que serão recuperados próximo à região do Castanha, Tupé e Beruri, no quilômetro 250 da rodovia, deverá ser entregue em setembro de 2010. Ao todo a estrada possui 800 quilômetros de extensão.
O comandante do 2º Gru­pamento de Engenharia, general-de-brigada, Jamil Megid Junior, disse que o Exército está atuando com três batalhões de engenharia, nos trechos que já ­possuem licenciamento ­ambiental para a ­recuperação da BR-319. Ele disse que as obras estão sendo feitas dentro do cronograma ajustado com o Ministério dos Transportes. O comandante explicou que as pontes de madeira estão sendo substituídas por concreto. O Exército atua também na parte ambiental, recuperando a áreas atingidas pela erosão. Atualmente, a média de pessoas envolvidas na frente de trabalho é de 700, mas esse contingente deve saltar para 1.400 trabalhadores no verão.

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