Ao final da primeira guerra mundial, que ocorreu entre os anos de 1914 a 1918, alguns Estados soberanos criaram a Liga das Nações com o objetivo principal de promover um sistema de segurança coletiva, a cooperação e assegurar a paz futura. O Brasil participou da Primeira Guerra Mundial e ajudou a criar a Liga, por muito tempo foi o único país americano com assento na organização. Na história contemporânea era o início da união de países em prol do bem comum.

Grande parte das organizações internacionais como as conhecemos hoje surgiram na segunda metade do século XX, posteriormente às grandes guerras e à Guerra Fria, todas criadas a partir de acordos sobre os mais diversos assuntos. De tratados econômicos à relacionados com a paz entre nações se intensificava as relações internacionais entre os Estados, pois a cooperação entre países era uma necessidade para se buscar melhorias das condições econômicas, políticas e sociais para os membros associados.

Com o fim da guerra fria e a globalização as organizações internacionais ganharam mais destaque e se consolidarem como importantes atores no âmbito internacional. Com o advento de uma interligação mundial, proporcionada pelos avanços tecnológicos da informática, a facilitação dos deslocamentos entre países, a intensificação do comércio internacional, o mundo está conectado ininterruptamente e essa proximidade entre nações permite um vislumbre de que estamos mundialmente “juntos e misturados”.

Como percebemos que não estamos mais só no planeta todo e qualquer ato nosso ou dos “vizinhos” pode prejudicar o “bairro” inteiro. As Organizações Internacionais surgem para promover, ou pelo menos tentar, o que é óbvio. Qual país não quer melhorias econômicas? Ou ter acesso a políticas públicas de sucesso que promovam o bem estar social? Qual nação não que tecnologia de ponta ou combater a pobreza, o tráfico internacional de pessoas e drogas ilícitas? Qual Chefe de Estado não quer resolver de forma pacífica um conflito comercial com outro país? Pelo óbvio os Estados Soberanos formam alianças para facilitar a jornada de todos.

E não há como afirmar que um país perderá sua soberania caso “siga” orientações de uma organização internacional da qual ele participa por sua própria vontade. A soberania de um Estado só será prejudicada se a autoridade do Governo, oficialmente reconhecido, estiver sendo contestado ou ameaçado por forças internas ou externas. Um Organização Internacional não se encaixa como essa ameaça, mas o “óbvio” tem seu poder de influência no mundo atual e se você, com seus atos e decisões, estiver prejudicando o “todo”, certamente sofrerá alguma consequência.

Cada país tem o livre arbítrio de escolher se vai ou não participar de alguma Organização Internacional e para qualquer escolha existem consequências. O Brasil, historicamente, sempre participou de várias Organizações Internacionais. O país se destacou positivamente na formação das Nações Unidas com Oswaldo Aranha, eleito presidente da I Sessão Especial da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1947. Participou de operações de paz da ONU, atuou na criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), fundou a Organização dos Estados Americanos (OEA) e criou, com outros países, o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio). O Brasil faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OCTA), Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), Organização Mundial do Comércio (OMC), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), BRIC, Banco Mundial, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Mundial da Saúde (OMS) e inúmeras outras organizações internacionais.

A pandemia de COVID-19 demonstrou, de forma triste, o quanto o mundo está interligado. Uma variante do coronavírus, que provavelmente surgiu em Manaus, já é encontrada no Reino Unido e em vários outros países. Estamos juntos e misturados. Estamos percebendo, a cada momento, que realmente precisamos nos importar uns com os outros e isso deve ocorrer a nível global. Não há mais espaço para negarmos que nossa sobrevivência, como humanidade, depende de um acordo mundial sobre temas econômicos, sociais, políticos, médicos, tecnológicos, humanitários, ambientais e ecológicos. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para que possamos nos prevenir contra o COVID-19, e também proteger os outros, devemos: lavar sempre as mãos ou utilizar álcool em gel, manter o distanciamento social e usar máscara. Em qualquer lugar do mundo que exista uma preocupação com a pandemia as pessoas devem atender as orientações da OMS. São orientações que protegem você e o seu “próximo” e, ao não as atendê-las, não significa que você está exercendo um direito individual, pois o ato de não usar a máscara pode afetar a saúde de outra pessoa.  

Somos parte do mundo, estamos juntos e misturados. Não somos páreas. Não estamos sós, nem no mundo e nem no universo. Lave as mãos, use álcool em gel e use sempre máscara.

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