‘Estamos construindo obras duradouras’, diz Carlos Henrique Lima

O secretário de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus, Carlos Henrique Lima, diz que o governo do Amazonas recupera hoje pelo menos mil quilômetros de rodovias, gerando mais empregos e renda à população. São novos empreendimentos de grande impacto econômico, social e turístico.

Até o final deste ano, serão inauguradas pelo menos 26 obras que vão gerar 2 mil novos postos de trabalho no Estado. Outras prioridades são os ramais de estradas que recebem nova pavimentação. Com uma base mais sólida, que permite maior durabilidade, essas vias vão facilitar o escoamento da produção do setor primário, possibilitando que os produtos cheguem em tempo hábil ao mercado consumidor.

E ainda: existem hoje 2 mil quilômetros de ramais no Amazonas que seriam necessários R$ 2 bilhões em novos investimentos para recuperá-los totalmente. “Nossa meta é construir obras duradouras, muito bem estruturadas tecnicamente, para não cairmos nos mesmos erros de administrações anteriores”, ressalta o secretário.  “Esses antigos ramais ou vicinais foram construídos com base no que chamo de ‘queimar óleo’. Vinha a primeira chuva e destruía tudo de novo”, acrescenta Carlos Lima.     

O secretário afirma que nem a pandemia de coronavírus impediu a execução de projetos. E estão hoje em plena execução os anéis viários sul e leste que darão mais mobilidade urbana e fluidez ao trânsito da capital. As novas obras na AM-070, ligando especificamente Iranduba até Manacapuru, prometem eliminar gargalos no tráfego e prevenir acidentes.

“São todos projetos pensados minuciosamente, levando em consideração o potencial econômico, social e turístico de cada região do Amazonas”, salienta o secretário. Ele falou com exclusividade ao Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio – A Seinfra parece ser hoje responsável pela execução de todas as obras do governo. Como está ocorrendo esse novo planejamento?

Carlos Henrique Lima – A pasta executa a parte do sistema viário e também as obras nos ramais de estradas. Quer dizer, somos a engenharia do governo e estamos à disposição para prestar apoio às demais secretarias de Estado. Optou-se por inserir a Secretaria de Região Metropolitana na Secretaria de Infraestrutura.

JC – Até na construção de hospitais e escolas?

CHL – Não, a Seduc tem a sua própria engenharia. Mas no caso dos hospitais, o governador decidiu dar apoio à construção dessas unidades, ficando para a Secretaria de Saúde dirimir ações específicas na área, focada somente nessas prioridades.

JC – Quais são hoje as principais obras do governo que estão em execução?

CHL– Eu costumo dizer que todas as nossas obras são importantes. Por exemplo, quando fazemos um sistema viário em São Sebastião do Uatamã, é importante para essa comunidade, que recebe os benefícios.  Os maiores erros que cometi como

engenheiro foi quando subestimei o tamanho e o valor de obras cujas importâncias estão estritamente ligadas às necessidades das comunidades que as recebem.

Agora, se vamos falar em grandiosidade, temos hoje o trabalho na rodovia AM 070, que liga Manaus mais especificamente a Iranduba até Manacapuru. São 78 quilômetros executados na estrada e pretendemos acabar os serviços ainda este ano. Executamos os anéis sul e leste na Região Metropolitana de Manaus, mas ainda estamos resolvendo questões sobre desapropriações para concluir os projetos.

JC – Tudo isso vai fazer com que o tráfego pesado deixe de entrar na cidade?

CHL – Exatamente. É uma grande obra de mobilidade urbana, de melhoria de tráfego e muito importante para a Região Metropolitana. Talvez seja o empreendimento de maior infraestrutura da cidade de Manaus, que está sendo executado pelo governo do  Estado.

JC –  A pandemia e o inverno, mais conhecido como estação chuvosa na região, atrapalharam o cronograma de obras deste ano?

CHL – Continuamos tocando as obras mesmo durante a pandemia, na estação chuvosa. Claro, é evidente que fizemos os serviços seguindo os preceitos e as normas recomendadas pelas autoridades de saúde, como a FVS e a Susam. Nesse período, conseguimos inaugurar 16 obras.

JC – O sr. poderia destacar algumas dessas 16 obras?

CHL – Inauguramos no primeiro semestre quatro ramais de estradas em Autazes, o ramal São José, no Careiro, e ainda obras importantes no sistema viário. Esses novos ramais que o governo está entregando são totalmente diferentes dos feitos pelos governos anteriores.

JC – Qual é a diferença desses novos ramais?

CHL – Antes, esses ramais não eram pavimentados. Era só aquele paliativo.  Como costumo dizer ‘queimar óleo’. E vinha a primeira chuva e levava tudo de novo. Todos os anos eram necessários novos recursos para reconstruir as vias.

Estamos entregando agora ramais pavimentados como acontece com as rodovias, gastando menos recursos financeiros.  Os ramais do Careiro e de Autazes são idênticos à rodovia AM-070 na forma de execução, para que eles tenham uma maior durabilidade por muitos anos.

JC – Existe um planejamento específico para o setor primário em relação aos ramais, tão necessários para o escoamento da produção?

CHL – Planejamos a construção de ramais durante todo o período de nosso governo. Hoje, temos ramais de cunho turístico, como o Ramal da Cachoeira, que embora atenda ao escoamento da produção, também é estratégico ao setor turístico, gerando riquezas, empregos e renda.

JC – As demais secretarias estaduais participam da definição desses critérios do cronograma de obras que levam em conta a importância econômica, social e turística?

CHL – Sim, com certeza. Há uma participação ativa da Sepror, que nos dá o primeiro balizamento sobre o potencial de produção de cada região.  Criamos um software de tomadas de decisões junto com a Amazonastur, que indica os ramais importantes do ponto de vista turístico.

Além disso, consultamos comunidades, gestores que apontam suas reais necessidades, como por exemplo aconteceu no ramal Tabatinga, que foi uma solicitação do próprio prefeito e da própria comunidade do município. Então, há muita solicitação, e estamos analisando as prioridades.

JC – A avenida das Torres foi uma das obras mais importantes do sistema viário de Manaus, mas enfrenta sérios problemas de tráfego com gargalos em seu final. Esses novos anéis sul e leste em construção pelo atual governo evitarão esses gargalos?

CHL – De forma muito técnica, estamos agindo para que isso não ocorra em nenhum de nossos projetos de engenharia, com mais segurança de trânsito, principalmente nas curvas verticais que são um problema. Seguimos as melhores práticas de engenharia.

Melhoramos ainda a AM-352, que vai para Novo Airão, a estrada de Balbina, a AM-010, até que nós tenhamos um novo projeto para essa última rodovia.

JC – O que está previsto para a AM-010, que tem toda uma história de acidentes. Os motoristas reclamam, já que depois do Rio Preto enfrenta-se um verdadeiro desafio nas curvas?

CHL –  A AM-010 sempre foi uma preocupação de governo. Fomos atrás dos recursos para execução e modernização da estrada. De início, tínhamos em mente uma duplicação nos trechos mais perigosos. E a melhoria de toda a pavimentação vai ser modificada para suportar essas novas cargas. Estamos planejando essas mudanças. Devemos lançar o processo de licitação nos próximos dias para fazer uma obra de engenharia moderna na estrada.

Quem passa hoje pela AM-070 vê a celeridade na execução dos serviços. As obras de engenharia envelhecem como a gente. Então, elas precisam ter planos de manutenção  de tempos em tempos. A sociedade clama por isso. O crescimento econômico faz com que você tenha que gerar e modernizar essas obras para que elas cumpram seu papel.

JC – Qual é a vida útil de uma estrada?

CHL – Em torno de dez a 15 anos, mas tem que ter planos de manutenção. A falta disso é que  deixa as  estradas precárias, causando desgastes prematuros. Temos que ver todos os anos os problemas que estão ocorrendo.

JC –Existe hoje uma tecnologia que aumente a durabilidade do asfalto, a ter uma vida útil maior?

CHL –Temos muitas soluções de engenharia para melhorar a pavimentação, mas o mais importante é o que está por baixo do asfalto, que é só uma parte do pavimento. Em solos específicos, podemos aumentar essa durabilidade. E é isso que estamos buscando fazer.

JC – A Seinfra está realizando obras em todos os municípios?

CHL – Sim, estamos executando obras em 53 municípios e, até 2021, estaremos presentes nos 62. São investimentos grandiosos feitos pelo governo do Amazonas.

JC – Algumas obras previstas para serem inauguradas ainda este ano?

CHL– Planejamos a inauguração de 26 obras este ano, que vão gerar mais de 2 mil empregos, fortalecendo a economia da região.

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