13 de abril de 2021

Estado gera 28.520 empregos no 1º semestre

Resultado apontado pelo Caged representa aumento de 7,24% sobre o mesmo período do ano passado

O Amazonas concluiu o primeiro semestre com bons resultados na geração de empregos. Foram 4.873 novas vagas em junho contra as 2.994 do mês anterior, o que representou um aumento de 1,18%, conforme divulgação do MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego), dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Os números garantiram a 10ª posição do Amazonas no ranking nacional e o primeiro lugar da Região Norte, à frente do Pará (+ 4.202 postos) e Rondônia (+1.107 postos). De acordo com a análise do Caged, o resultado só não foi melhor na comparação com junho de 2008, quando foi registrado o recorde de 6.002 novos postos.
Além disso, o Amazonas figurou entre as três unidades federativas que bateram recorde no primeiro semestre. Foram 28.520 vagas entre janeiro e junho deste ano (+7,24%), superadas apenas pelas 26.984 e 99.175 vagas geradas pelo Mato Grosso do Sul e pelo Rio de Janeiro, respectivamente. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo foi de 10,87% no nível de emprego (41.406 postos).
“Quando existe uma economia aquecida, isso atinge todos os setores. A economia puxou o comércio, que por sua vez puxou a indústria e isso gerou um resultado geral satisfatório”, comemorou o titular da SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas), Dermilson Chagas.
Fora as contratações espontâneas, o superintendente acredita que o desempenho seja também resultado das ações de fiscalização realizadas pelo órgão. “Trabalhamos intensamente nos últimos meses no sentido de regularizar a situação dos trabalhadores das empresas”, destacou.
Conforme dados da assessoria, até junho deste ano a SRTE/AM já possibilitou a contratação e registro de 5.920 trabalhadores por meio de ações fiscais em todos os setores e 197 autos de infração foram lavrados pelo não recolhimento de R$ 17.071 milhões em FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Indústria de Transformação

Mais uma vez, o saldo foi puxado pela Indústria de Transformação, que neste mês respondeu por 3.822 novos postos de emprego, acréscimo de 2,90%. Até junho desse ano, o setor já gerou 14.583 vagas no Amazonas. Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, o desempenho industrial segue a economia. “Fatores como facilidade de acesso ao crédito, redução de preços resultam em um bom resultado do comércio, conforme foi verificado pelo Caged, o que por sua vez influencia diretamente o resultado da indústria que precisa aumentar a produção para atender a demanda”, explicou.
Conforme o dirigente, o segundo semestre traz expectativas ainda melhores. “A intensificação dos trabalhos da indústria começa em setembro. Porém, outubro e novembro prometem ser os meses mais fortes tanto no aumento de empregos quanto no volume de produção”, detalhou.

Comércio se recupera e gera 367 vagas

Nos números do Caged de junho referentes ao Amazonas, a construção civil apareceu em segundo lugar entre os setores econômicos, com geração de 667 novos postos e aumento de 2,27%. “Os números da construção civil são muito pequenos ainda e inspiram acompanhamento de perto por parte da superintendência”, lembrou Dermilson Chagas.
No entanto, o destaque deste mês ficou mesmo por conta do comércio, que gerou mais 367 postos de trabalho. Uma boa recuperação em relação a maio quando o saldo fechou negativo (-0,04% e – 35 postos).
Para o vice-presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, o resultado das contratações do Dia das Mães refletiu em junho. “Isso porque as pessoas que conquistaram emprego nesse período seguiram efetivadas”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é de que a partir de agora essa ascendência do comércio na geração de empregos continue.
Apenas o setor de serviços terminou o semestre com resultado negativo (-0,10%) e 157 vagas a menos.

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