3 de dezembro de 2021

Caminho diariamente no condomínio em que resido com minha família. Costumo aproveitar estas andanças para escutar as orientações de Dom Mário Pasqualotto, Padre Emerson, Apolônio Carvalho do Nascimento. E volta e meia, o Padre Lúcio Nicoletto, de Boa Vista, além de textos e vídeos de outros cristãos católicos e de outras igrejas. Na realidade, de manhã cedo busco uma boa “alimentação espiritual” para mente e espírito…Sem esquecer da leitura e reflexão do Evangelho, pelo Compêndio da Lectio Divina, assim como as orações.

Depois dessa preparação, que passa pela higiene pessoal e por um café da manhã saboroso, junto com minha esposa, seguido da necessária lavagem de louças, o trabalho se torna mais leve e prazeroso. Não que as dificuldades desapareçam por encanto, pois espiritualidade não é mágica, não é panaceia para todos os males. Na realidade, o exercício da espiritualidade nos auxilia a compreender e enfrentar as dificuldades com as quais nos defrontamos e a enxergá-las como desafios a serem enfrentados com a sabedoria do Espírito.

Não pretendo ser modelo para ninguém, porque sou apenas um ser humano repleto de limitações e defeitos, alguns deles que incomodam mais meus familiares próximos do que a outras pessoas, principalmente os derivados de um certo perfeccionismo e mania de controle e de uma administração ainda não tão eficiente quanto desejo, das cargas de stress de algumas atividades. Nesse sentido, não é tão incomum que aquela “carga” de energia positiva do início do dia vá se esvaindo mais rapidamente do que eu gostaria, com a paciência e a disposição diminuindo e a ansiedade voltando, diante de tarefas diversas que se projetam na minha mente. Momento de parar, respirar fundo, pedir o Auxílio Dele e saber que sou somente um ser humano imperfeito, mas que deseja acertar,

Posso lhes dizer que estive próximo de uma depressão após a decisão de romper – pelo menos por um período “sabático” – o vínculo com cargos públicos e o exercício da política partidária. Com suporte da espiritualidade cristã e humanista e com apoio fundamental de minha família e amigos diletos, foi possível evitar o caminho do abismo da angústia profunda de se sentir frustrado, injustiçado, impotente e incapaz diante de circunstâncias sobre as quais não tive o desejado controle. Este é um processo de “sofrimento psíquico” pelo qual muitas pessoas passam durante e após um trauma mais forte, uma decepção de maior impacto. Não seria diferente comigo, que estou aprendendo a ser mais humilde e a perdoar os que me atacaram, – de boa ou de má fé – os que se omitiram e não foram solidários e a mim mesmo, que errei pensando que estava acertando, quando tentava acertar, mas de modo equivocado.  Percebi desde então, de modo mais claro, certas limitações de temperamento e de atitude e acredito que isso foi bom para me tornar menos arrogante, menos vaidoso, mais compreensivo e paciente.

Digo essas coisas neste pequeno texto para que os leitores saibam que não me considero superior a ninguém. E que busco levar à sério, sem buscar impor aos outros, a espiritualidade do Amor que Jesus praticou e ensinou durante sua breve passagem pelo mundo. Esta espiritualidade teve diferentes “intérpretes” em pessoas com diversas prospecções religiosas e/ou filosóficas, como Santa Terezinha de Liseaux, Santa Tereza D’Ávila, São Francisco de Assis, Chiara Lubich, Martin Luther King, Mahtama Gandhi e até os políticos espiritualizados Igino Giordani e Nelson Mandela. Destaco-os dentre muitos outros homens e mulheres que foram capazes de doar-se em vida no amor ao seu próximo. 

  Nas minhas caminhadas diárias, cumprimentando com carinho a cada pessoa por quem passo, seja no meu trabalho cotidiano – com a equipe que comigo atua – e também com minha própria família e amigos, ou em qualquer outra atividade social, devo compreender que esta vida passa muito rápido e que o bem que podemos fazer vale muito mais do que o sucesso que eventualmente possamos obter. 

 Isto para mim é o essencial. Amar.

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