Essa reza quer almas? – Parte 1

Se almas precisam de reza, esta se vê útil se dispuser daquelas. Entenda-se, por favor, que se quer apontar o objetivo de enunciados, científicos por vezes, (rezas), em busca de convencer as pessoas (almas). Pretende-se debater a questão Homem x Universo, quem fica e quem desaparece, na esteira de afirmações de todo o gênero.

Na borda do que aqui se mostra um mirante em molde semanal a voltar-se para o horizonte de eventos composto por linhas e sombras quem sabe retóricas, supostas ou mesmo as que já constam efetivadas, quer dizer o cotidiano posto em fatos, faculta-nos então abordá-lo, daí o perfil dos comentários que se anunciou rotineiros, por vezes mencionando o que se colhe de alguns notáveis, ou mesmo dizeres procedentes unicamente desta articulação.

Disse Ignácio Loyola Brandão, contista, romancista, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras: “o cronista é um filtro de tudo o que vemos. Escreve-se para não ser solitário e por sentimentos aos outros. Na falta dessa solidariedade, é bobagem escrever.” E o pensar de um ideal que se busca na máxima “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, provinda de Fernando Pessoa, poeta, dramaturgo, crítico literário, ensaísta e o mais, um marcante nome da língua portuguesa e figura central do Modernismo português.

Visto isto, avoluma-se então o senso de procura, que seja como um portfólio de indagações e respostas, diante das questões que se mostram em torno de toda a humanidade, parecendo mesmo a chamada aldeia global às voltas com episódios tais como de pandemias nos moldes em curso, ou outras ameaças que põem em risco o futuro do Homem, quem sabe o mundo.

Passando do ser humano, indaga-se o que esperar do porvir ao nosso planeta e do cosmos.  Segue, adianta-se que se tem em vista debruçar-se sobre tais segmentos, ou seja o que se poderá colher a respeito do Homem, e noutro campo o que se vincula ao Universo, neste sentido as supostas origens e expectativa existencial de ambos.

Tem-se, questões objetos de indagações desde sempre, citemos passagem que torna presença obrigatória a figura de Stephen Hawking, doente do neurônio motor, mas cuja mente não fora afetada a ponto de contar com um raciocínio lúcido baseando-se nas equações da relatividade geral de Einstein e nas observações astronômicas de que nosso universo está em expansão.

Tal ao lado de novas técnicas matemáticas imaginadas por Roger Penrose, inglês, um físico, matemático e filósofo da ciência, professor emérito da Catedral Rouse Ball de Matemática da Universidade e Oxford. Um acervo de saber composto tudo isso de maneira inteligente, irresistível e convincente, cujo desfecho apontou na definição a sustentar que nosso universo deve ter começado em algum tipo de estado singular, há cerca de 10 bilhões de anos.

Deu-se que na década seguinte, Hawking e Penrose, juntando esforços, provariam esse início singular do tempo de forma cada vez mais convincente e, na mesma medida, também provariam que o âmago de todo buraco negro é ocupado por uma singularidade onde o tempo termina. Seria uma região do espaço-tempo onde o campo gravitacional de tão intenso que nada – nenhuma partícula ou radiação eletromagnética como a luz – pode escapar dela. (Continua).

*Bosco Jackmonth é advogado (OAB/AM 436). Contato: [email protected]

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