Essa reza quer almas? – III

Sustentando então o anunciado no texto anterior, cabe indicar os nomes de Wallace e Lamarck e suas contribuições científicas, ao lado da figura de Charles Darwin, que já historiamos, sem esquecer que quanto a este, tudo começou em 1831, então estudante de 22 anos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Foi convidado a participar de uma grande expedição, como naturalista, passagem em parte já adiantada. São figuras que se tornaram as celebridades que se sabe.

Assim, sustentava João Baptista Lamarck, o que se traduziu na Lei dos Caracteres Adquiridos, Lei da Segregação Independente e Lei de Uso e Desuso. Acresce, ao proclamar que o manejo modus vivendi incorporado e praticado pelo Homem durante a vida, era repassado para as gerações futuras, tal evento tornou-se então substantivado como a aludida “Lei dos Caracteres Adquiridos”, nessa marcha alcançando as demais concepções de sua lavra, conjunto de pensar que principalmente posto ao lado da Lei de Uso e Desuso passou a designar-se Lamarckismo, assim cultivado. 

Em seguida temos Alfred Russel Wallace também consagrado humanista. Este acreditava e apregoava que a seleção natural dizia de toda a diversidade biológica, menos a mente humana – complexa demais, segundo assegurava – para ser explicada dessa forma. Então, de sua feita, apontava a presença de um “espírito superior”, uma inclinação marcadamente religiosa, o que enfureceu Darwin. Resta, a notória descoberta de Wallace se deu no Brasil, em 1848, quando encontrou novas espécies na Amazônia ao perceber que, algumas vezes, os rios muito grandes que eram serviam de barreiras naturais para as diferentes espécies.    

A propósito, como prometido, bem coube ali também incorporar-se ao grupo da espécie nada menos que Stephen Hawking, e o que já se pôs acerca do notável autor de “Uma breve história do tempo”, “O universo numa casca de noz,” “Buracos Negros”, “Breves Respostas para grandes questões”. Tem-se muito mais a dizer, começando por sua definição ornando a última publicação, verbis: “Sei perfeitamente como o tempo é precioso. Aproveite o momento.”

Uma amostra da sua biografia revela que Stephen Hawking foi professor Lucasiano por trinta anos da Universidade de Cambridge – uma das mais prestigiosas cátedras de matemática do mundo, já ocupada por Isaac Newton – exerceu o cargo de diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica e fundou o Centro de Cosmologia Teórica da instituição. Considerado um dos físicos mais importantes da história, recebeu inúmeros prêmios e honrarias, incluindo a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior condecoração civil dos Estados Unidos.

Nessa esteira ora abordada, veja-se que o mero sumário de seu aludido livro Breves Respostas… já se mostra permeado de questões preciosas, da maior serventia para o que aqui se debate. Assim é que figura ali: Por que formular grandes questões? Deus existe? Como tudo começou? Existe outra vida inteligente no universo? Podemos prever o futuro? O que há dentro de um buraco negro? A viagem no tempo é possível? Sobreviveremos na Terra? Deveríamos colonizar o espaço? A inteligência artificial vai nos superar? Como moldaremos o futuro?

Na verdade, apenas pontuar a pessoa de Hawking num esforço noticioso e não mais que isto é o recomendável, sobretudo à vista de que um aprofundamento do estudo ficará entregue a eventuais buscas nas fontes clássicas a serem dispostas na bibliografia que deverá constar nestas linhas in fine. Por isso que somente frações que se colheu, embora com zelosa aplicação, a saber.

Do livro “Breves Respostas Para Grandes Questões”, Editora Intrínsica, 1ª. Edição, nov/2018, verbis: “A Terra sofre ameaças em tantas frentes que é difícil permanecer otimista. Os perigos são grandes e numerosos demais. Primeiro, o planeta está ficando pequeno para nós. Nossos recursos físicos estão se esgotando a uma velocidade alarmante. A mudança climática foi uma trágica dádiva humana ao planeta. Temperaturas cada vez mais elevadas, redução da calota polar, desmatamento, superpopulação, doenças, guerras, fome, escassez de água e extermínio de espécies; todos esses problemas poderiam ser resolvidos, mas até hoje não foram.”

“O aquecimento global está sendo causado por todos nós. Queremos andar de carro, viajar e desfrutar um padrão de vida melhor. Mas quando as pessoas se derem conta do que está acontecendo, pode ser tarde demais. Estamos no limiar de uma Segunda Era Nuclear e de um período de mudanças climáticas sem precedentes; os cientistas têm a responsabilidade, mais uma vez, de informar o público e aconselhar os líderes sobre os perigos enfrentados pela humanidade. O perigo é que o aquecimento global possa se tornar autossuficiente, caso já não seja. O derretimento das calotas polares ártica e antártica reduz a fração de energia solar refletida de volta no espaço e aumenta ainda mais a temperatura. A mudança climática pode destruir a Amazônia e outras florestas tropicais, eliminando uma das principais ferramentas para a remoção do dióxido de carbono da atmosfera. A elevação da temperatura do oceano pode provocar a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono. Ambos os fenômenos aumentariam o efeito estufa e exacerbariam o aquecimento global, tornando o clima em nosso planeta parecido com o de Vênus, traduzido numa atmosfera escaldante e chuva ácida a uma temperatura de 250ºC. A vida humana seria impossível…” (Continua).

*Bosco Jackmonth é advogado (OAB/AM – 436). Contato: [email protected]

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