Essa reza quer almas? – Conclusão

Textos semanais anteriores conduziram daqui anunciada abordagem, um portfólio de indagações e respostas, acerca do tema Homem x Universo, que ora resta ser a concluído a bordo do senso de procura quanto ao que dirá o porvir sobre o planeta e mesmo o cosmo, uma vez já colhida a investigação Homem, com passagem ligada ao título.

Assim é que a confiar no que reza a Wikipédia – a enciclopédia livre – que Big Rip (grande ruptura) traduz-se numa hipótese esotérica apresentada inicialmente em 2003, sustentando que se a expansão do Universo atingir uma velocidade tal, acima do nível crítico, causará o deslocamento de todos os tipos de matéria, disso resultando que as galáxias se isolariam, e depois de alguns bilhões de anos os próprios átomos se desintegrariam.

Tem mais. A chave dessa história é a quantidade de energia escura do Universo. Logo, se o Universo contém suficiente energia escura, obriga a pensar que poderia terminar tendendo a uma desagregação de toda a matéria.

O valor chave é W, a razão (quociente) entre a pressão da energia escura e sua densidade energética, variável fundamental nas equações do estado universal e seu comportamento no futuro. Para W, o Universo acabaria por se desagregar. Primeiro as galáxias se separariam entre si e logo a gravidade seria demasiadamente fraca para manter integrada cada galáxia. Então, aproximadamente três meses antes do “fim”, os sistemas solares perderiam sua coesão gravitacional.

Segue, nos últimos minutos se dissipariam estrelas e planetas, os átomos e mesmo os bárions, que são partículas sub atômicas composta por três quarks, que não compensariam com suas interações internas a expansão do Universo e seriam destruídos numa fração de segundo antes do “fim do tempo”.

Diferentemente do Big Crunch, no qual tudo se condensaria em um só ponto, mas conjectura já descartada, no Big Rip o Universo se converterá em partículas sub atômicas mínimas dispersas que permaneceriam para sempre separadas sem coesão gravitacional nem energia alguma. Tudo inclina a crer que por essa razão é que se assegura que ocorreria a morte do tempo, já que nada aconteceria e o tempo pereceria sempre estagnado.

Militam estudos de autores dessas sustentações. Escolha-se dentre eles Robert Caldwell do Dartmauth College, Universidade Estadunidense, calculando que o fim do Universo, tal como o que conhecemos, ocorreria em aproximadamente 35 bilhões de anos depois do Big Bang que o originou, segundo se estipula. Sucede, como o Universo atual possui cerca de 14 bilhões de anos, restam por volta de 21 bilhões de anos. Ainda temos um bom tempo, não?

E mais, de publicações consagradas reportando das ameaças que sofre a Terra, dizendo dos numerosos perigos levando a que o planeta se vá apequenando, eis que os recursos físicos esgotam-se a uma alarmante velocidade, tipo mudança climática, com temperaturas cada vez mais elevadas, redução da calota polar, desmatamento, superpopulação, doenças, guerras, forme, desperdício de água, extermínio de espécies.

O aquecimento global está mesmo aí, à nossa porta. Vivenciamos o limiar de uma Segunda Era Nuclear, resultando num período de mudanças climáticas sem precedentes. O citado derretimento das calotas polares ártica e antártica causa a redução de energia solar que é refletida de volta no espaço, o que aumenta ainda mais a temperatura.

Toda essa alteração ambiental poderá destruir a Amazônia e outras florestas tropicais, eliminando das principais ferramentas capazes de remover o dióxido de carbono da atmosfera, tendo-se que a temperatura dos oceanos pode provocar a liberação de consideráveis quantidades daquele composto químico gasoso, que vem a ser o gás carbônico, ou ainda anidrido carbônico, que é um dos gases que pode desequilibrar o efeito estufa. São fenômenos que uma vez deflagrados aumentariam o citado efeito, levando ao aquecimento global, tornando o clima em nosso planeta nos moldes de Vênus, traduzido numa temperatura escaldante e chuva ácida ao grau de 250º. Então, sim, in fine, é o suposto quadro planetário.

Bibliografia Principal: Breves Respostas Para Grandes Questões/A Mente de Stephen Hawking (Stephen Hawking); O Mundo Como Eu Vejo/O Dilema do Porco Espinho (Leandro Karnal); O Inferno (Dan Brow); Ironias do Tempo (Luís Fernando Veríssimo).

*Bosco Jackmonth É advogado (OAB/AM – 436). Contato: [email protected]

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