6 de março de 2021

Esta semana representou uma das páginas mais trágicas da história do nosso estado. Feridas profundas demorarão a ser curadas e cicatrizadas. Alguns sofreram- estão sofrendo mais – mas de modo geral, afora os psicopatas e outros insensíveis – trata-se de um grande sofrimento coletivo, iniciando pela morte de familiares, amigos e conhecidos, mas também perpassando pela angústia do medo, da incerteza, do isolamento, da aparente falta de perspectivas. Sem falar daqueles a quem já estão faltando recursos para adquirir o “pão nosso de cada dia”.

A falta de oxigênio em diversos hospitais e outras unidades de saúde foi o fato mais desolador desta semana tão triste. Algumas pessoas desejam apontar culpados, mas penso que neste momento o mais urgente é “apagar” este terrível “incêndio”, venha a ajuda de onde vier, seja do Poder Público, da iniciativa privada, das ONGS, de qualquer entidade ou cidadão e até mesmo de países vizinhos que se disponham a ajudar, como a Venezuela. Para mitigar esse sofrimento valem todos os esforços efetivos de quem pode fazer algo de concreto.

Penso que esta é a hora da Esperança e da Ação. 

  A Esperança é fundamental… Vai passar, ainda que de modo mais gradual e lento do que desejamos. E teremos muitas lições para nossas vidas, daqui em diante. Precisamos acreditar, perseverar, ter fé.

A Ação nos leva a lembrar da verdadeira busca da sabedoria, como está no ensinamento de aceitar o que não está ao nosso alcance mudar, mas fazer aquilo que nos cabe. Em linguagem bíblica, agir como o bom samaritano que socorreu o homem assaltado e ferido por bandidos, ao invés do sacerdote e do levita, que por ele passaram e nada fizeram para ajudar. 

Todos precisamos nos nutrir de esperança interior, mente e espírito, no Amor que Jesus e outros mestres nos ensinaram e nem sempre compreendemos e/ou praticamos. E da mesma maneira, precisamos agir com fraternidade.

Cada um de nós pode fazer algo de bom nesta hora. No mínimo, ao invés de ficar disseminando ódio ou desinformação por fake-news e outras diatribes nas redes sociais, pode ceder palavras de conforto para pessoas que sofrem por um ente querido. No máximo, o que os profissionais de saúde já estão fazendo o que só cabe a eles – nossos heróis – e que devemos reconhecer e valorizar. Dentre esses dois limites do humano, nossa capacidade de agir envolve muitas possibilidades, dentre elas, o “repartir o pão nosso de cada dia”, buscando auxiliar pessoas carentes que precisam se alimentar. Tão simples e tão necessário.

Além das ações individuais, que apenas exemplifiquei, há as questões de caráter coletivo.

 Aqueles que contribuíram para ampliar o contágio devem se arrepender e aprender que tem deveres coletivos, que se iniciam pela família, mas também abrangem a comunidade onde vivem, a cidade, o estado, o país e o mundo. Devem abandonar a estupidez do “negacionismo” e outras crendices atrasadas e egocêntricas e se tornarem verdadeiros cidadãos de boa índole. 

E todos que detém poder econômico ou político devem fazer uma sincera auto avaliação sobre o que estão fazendo para auxiliar os mais necessitados e o que pode ser feito daqui em diante. Na emergência, as ações voltadas para solucionar o problema do oxigênio são as mais urgentes, mas há outras questões fundamentais: EPIs, medicamentos e outros insumos, equipamentos, alimentos…E pessoas dispostas a ajudar!

Penso que os mais poderosos economicamente deveriam dar o bom exemplo de abrir mão de seus privilégios, ainda que temporariamente – e também de parte de seus salários – para formar um Fundo de Apoio Emergencial para socorrer os mais necessitados. Especialmente no setor público pessoas que tem um alto padrão econômico tem a responsabilidade de ajudar o nosso estado e o nosso país a custear novamente um auxílio para os desempregados, que precisam do mínimo para sobreviver.

De que adianta dizermos que a absoluta maioria da população brasileira – e amazonense também – é cristã, se o comportamento de muitos é farisaico e egoísta?

Que nossas ações sejam fraternas e sempre com esperança!

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