ESPECIAL: Gerson Skrobot um apaixonado por Manaus

Gerson Skrobot um apaixonado por Manaus

Nascido em Curitiba, Paraná, o engenheiro civil Gerson Skrobot, faleceu no dia 11 de abril às 23h aos 87 anos vítima de problemas cardiovasculares. Gerson era pai de Paulo Victor e Flávia Grosso, atual superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
Neto de poloneses e alemães migrou para o Amazonas em 1949, se apaixonou por Manaus e por Ruth Antony, com quem se casou e teve uma convivência de mais de 65 anos, incluso os anos de namoro e os de casamento.
A esposa Ruth Skrobot, lembra com muitas saudades do homem com quem dividiu grande parte de sua vida. “Ele era tudo para mim, meu amor, meu companheiro, minha vida. Quando casei com o Gerson, larguei tudo só para me dedicar a nossa família, valeu a pena”, lembra.
Gerson Skrobot adorava Manaus, só viajava para Curitiba para rever familiares e amigos, mas logo retornava. Teve vários convites para trabalhar em outros Estados, porém, escolheu Manaus para viver, constituir sua família e trabalhar. Gerson fez parte da equipe do então governador Plínio Ramos Coelho, atuando como diretor do Departamento de Águas. “Meu marido contribuiu bastante para o progresso de nossa cidade”, disse dona Ruth.
Logo que chegou a nossa capital, foi convidado a participar de um almoço regado a tartaruga, no início achou estranho, mas logo em seguida o quelônio passou a ser um dos pratos preferidos de Gerson que não trocava nossos peixes pelo churrasco do Sul.
“Fez grandes amigos como a família JG Araújo, o Sr. Euripedes Lins, por quem tinha grande admiração e apreço”, lembra Ruth.
“Grandes e maravilhosas recordações tenho de meu avô”, disse Caroline Grosso (a Carol), com olhos cheios de lágrimas. “Ele era um avô muito presente, carinhoso e muito atencioso, era louco por sua família, fazia tudo para ver seus netos felizes”, lembrou Carol. Quem também tem boas recordações de Gerson Skrobot é a neta, Fátima. “Ele era uma pessoa calma, serena e paciente, vascaíno, torcia com moderação. Além do futebol, gostava e praticava vôlei. Como era engenheiro, nos ensinava as lições da escola, principalmente, matemática. Tinha o hábito de jogar paciência com cartas de baralho, não era muito fã do computador, gostava mesmo era de arrumar as cartas”, concluiu Fátima.
Para seu genro, Jorge Grosso, Gerson era um ser humano fora de série. “Eu já o admirava muito antes de entrar para a família, era uma pessoa maravilhosa, um homem muito espirituoso. Nunca o vi aumentar a voz com o objetivo de repreender alguém”, enfatiza Jorge.
Ruth volta a conversa e fala da dificuldade para superar a perda recente do marido. “A saudade é muito grande, é difícil expressar o que sinto agora. Eu sempre dizia para ele que gostaria de ir primeiro, e ele dizia que se eu (Ruth) fosse primeiro, quem iria aturá-lo?”, disse emocionada.
A esposa Ruth Skrobot recorda de uma frase do engenheiro que deixa a família feliz e que vai ficar para sempre na lembrança. “Em toda minha vida, nunca conheci uma pessoa tão amada e querida por todos como eu sou, agradeço a Deus por isso”.
A missa de sétimo dia do engenheiro, Gerson Skrobot, foi realizada no dia 17 de abril sábado, às 20h, na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré bairro Adrianópolis, consubstanciou-se na última homenagem prestada por seus parentes, admiradores e amigos.

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