Escritoras dão voz à herança africana no Brasil

O Brasil é o país com o maior número de afrodescendentes no mundo. No entanto, sua herança africana tem sido oficialmente relegada há décadas, e o racismo, silenciado. Hoje, várias autoras brasileiras estão buscando mudar esse quadro, desde escritoras de ficção consagradas, como Conceição Evaristo, passando pela poetisa underground Dinha, à contadora de histórias infantis Avani Souza Silva. Dar voz à cultura africana no Brasil e combater a discriminação racial é o compromisso literário dessas mulheres.

Negra e da periferia

Dinha – apelido da escritora Maria Nilda de Carvalho Mota – define-se como uma “mulher negra e da periferia” que encontrou na literatura um refúgio onde “ninguém pode calar” sua voz. Sua poesia, como ela mesma contou em entrevista à Agência Efe, é um alto-falante para justificar a história do povo afro-brasileiro, condenado ao “silêncio” e reduzido à “escravidão” em um país de 210 milhões de habitantes, onde mais da metade da população é negra. Dinha passou boa parte de seus 42 anos denunciando “um genocídio contra a população negra”.

CONTOS AFRICANOS 

Avani Souza Silva, 67 anos, é autora de “A África recontada para crianças” (Martin Claret Editora, 2020). O livro ilustrado, que acaba de ser lançado, traz fábulas contadas nos cinco países africanos de língua portuguesa (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Moçambique e Angola) com o objetivo de trazer à população brasileira a cultura africana “que sempre foi esquecida” no Brasil.

DE EMPREGADA DOMÉSTICA A ESCRITORA PREMIADA 

Afrobrasilidade, raça, gênero e classe também são temas que preencheram as páginas da obra de Conceição Evaristo, ex-empregada doméstica que se tornou um ícone do movimento negro no Brasil antes mesmo de receber o prêmio Jabuti em 2019.

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