Escolhas & Organizações – O que atrai o capital de investimentos

The International Bank for Reconstruction and Development / The World Bank publica todos os anos o Doing Business um relatório que investiga os fatores que interferem no bom ou no mal andamento dos negócios. O último levantamento pesquisou 178 países e mediu seu grau de atratividade para atrair novos investimentos.

A pesquisa analisa dez áreas que interferem nos negócios: abertura de empresas, obtenção de alvarás, contratação de funcionários, registro de propriedades, obtenção de crédito, proteção de investidores, pagamento de impostos, comércio exterior, cumprimento de contratos e fechamentos de empresas.
Os relatórios também informam as melhores práticas adotadas nas reformas pelos países. Qual país reformou mais, qual o item, como fez isso e o reflexo para atrair capital investidor.

Esse estudo não analisa detalhes de proximidade do país com o mercado consumidor, a infraestrutura, segurança contra roubos e furtos e depredação, a transparência das compras governamentais, as condições macroeconômicas. O fato de não analisar estes itens mas citá-los revela que estão na mira da análise e que em breve podem compor os dados da pesquisa, o que seria uma boa prática devido ao grau de importância dos itens.

Os termos de comparação se referem geralmente a sociedades de responsabilidade limitada que operam nas principais cidades dos países investigados.
Três tópicos já estão em vias dês serem implantados que são: não pagar suborno, oportunidades para as mulheres e infraestrutura empresarial.

O bolo econômico foi dividido em sete grandes regiões para esse estudo: a OCDE alta renda, Europa Oriental & Ásia Central, Ásia Oriental & Pacífico, América Latina & Caribe, Oriente Médio & Norte da África, Sul da Ásia, África Subsaariana.
Os países da Europa Oriental e da antiga União Soviética superaram a Ásia Oriental na facilidade para fazer negócios. Alguns deles ultrapassaram até mesmo países da Europa Ocidental.

A Estônia se revelou o país com maior facilidade para negócios, juntamente com Geórgia e Letônia. O que fez com que muitas empresas entrassem nesses países. A Geórgia tem hoje 15 empresas registradas para cada 100 habitantes ficando em pé de igualdade com a Malásia. A República Checa e a Eslováquia se equipararam com Cingapura, 13 empresas para cada 100 habitantes, a Estônia e Polônia tem agora o mesmo que a China e Hong Kong 12.

Para se ter noção a empresa Skipe é da Estonia e a montadora de carros Skoda é checa.
Os maiores reformadores de anos anteriores foram: Croácia pelo segundo ano consecutivo; Macedônia, Geórgia pelo terceiro ano consecutivo e Bulgária.

Mais acesso a crédito, menos ônus fiscal

De abril de 2006 a junho de 2007 foram implementadas duzentas reformas: simplificaram os regulamentos para negócios, fortaleceram os direitos de propriedade, reduziram o ônus fiscal, aumentaram o acesso ao crédito e reduziram o custo ara exportar e importar.

Entre todas as regiões a Europa Oriental foi a que mais inovou, seguida pelo Sul da Ásia e pelos países ricos. A América Latina foi a que menos reformou. Nos Sul da Ásia a Índia ampliou as facilidades para fazer negócios e subiu 12 posições no ranking mundial. A desaceleração na América Latina pode ter acontecido em razão do ano eleitoral: 13 países ganharam novos governos. Uma análise anterior sugere que a região poderá passar por uma onda de reformas no próximo levantamento, uma vez que quase 85% das reformas têm lugar nos primeiros 15 meses de um novo governo.

No período de 2006/07, o Egito foi o maior reformador, melhorou cinco das dez áreas. As reformas no Egito foram profundas. Tornou mais fácil a abertura de empresas, reduziu a exigência de capital mínimo de 50.000 libras egípcias para mil e cortou à metade o tempo e o custo para iniciar as operações. O custo de registro de imóveis foi reduzido de 3% do valor do imóvel para uma taxa fixa.

Com mais imóveis registrados e menos evasão, a receita com o registro de títulos cresceu 39% nos 6 meses subseqüentes à reforma. Novos guichês únicos foram abertos para os comerciantes nos portos, diminuindo o tempo para a importação em sete dias e o tempo para exportar em cinco. Estabeleceu o primeiro registro de crédito privado, e hoje as construtoras enfrentam menos burocracia para a obtenção de licenças para construir.

Na Croácia o destaque foi para a diminuição de 956 dias para 174 o tempo gasto para registrar um imóvel. Outras reformas foram implementadas como a aceleração para abertura de empresas, os procedimentos ficaram concentrados em um guichê único é possível fazer registro online na seguridade social e serviços de saúde.
Notamos que quando o governo implementa reformas para facilitar a atividade empresarial, o dinheiro migra com rapidez para onde é fácil, regulamentado e seguro. Isso gera emprego e renda. Nas próximas semanas vamos falar mais detalhes sobre essas reformas que fazem a diferença.

Boa semana.

Esta coluna é publicada na edição de fim de semana e é elaborada sob a coordenação do administrador, consultor, palestrante e professor universitário em Políticas e Estratégias Organizacionais e em Gestão de Importação e Exportação.
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