Escolas se reinventam com inovação e tecnologia

Gestores de ensino exploram o uso de tecnologia nas escolas e a ferramenta cresce como aliada na educação. Segundo o levantamento do Potencial Venture e Instituto Inspirare, hoje 190 organizações atuam no setor, na maioria startups, que desenvolvem produtos educacionais, como a Plataforma A+, a edTech, que aplica tecnologia para entregar soluções que otimizam a rotina escolar. O hub integra a rotina escolar de mais 31 mil estudantes, das 56 instituições de ensino parceiras da startup. Para especialistas do segmento, no atual cenário de pandemia é impossível separar a escola da tecnologia. Profissionais de ensino destacam pontos positivos e negativos desta nova realidade.

Para o educador Carlos André, fundador do Over Colégio e Curso, é impossível separar a escola da tecnologia. Para ele, o que antes era comum dentro das instituições, como declarar guerra ao uso dos smartphones, agora a tendência é incorporá-lo à dinâmica de aprendizagem. “A maioria das escolas passou os últimos anos remando contra a maré. Mas acho que agora todo mundo percebeu, não é? Depois de tudo que aconteceu em 2020 é impossível não termos percebido que a escola precisa evoluir e a tecnologia é inevitável, não é um apêndice”, explica.

Na visão da diretora do Colégio Universitário, Raquel Ruy Calil, a tecnologia já era uma necessidade e a pandemia acabou acelerando. Além disso, destacou a capacidade dos professores e profissionais da educação de se superar e se reinventar diante de um cenário tão adverso. “Hoje, vemos nossos professores -que tinham dificuldade para mandar um WhatsApp -fazendo aulas ao vivo, subindo conteúdos na nossa plataforma e investindo em novas maneiras de inspirar o aluno a distância. Aos poucos, notamos um movimento fundamental nesta jornada que é o crescimento de nossa equipe e a aproximação das famílias com o colégio. Uma relação que ficou ainda mais fortalecida neste mundo mais conectado”, conta.

Na visão da coordenadora pedagógica, Maria Lenice Silva, da Escola Educando com Carinho, hoje mais do que nunca o uso da tecnologia no meio educacional é fundamental para um ensino eficaz.  Segundo ela, o ponto positivo é que as ferramentas tecnológicas possibilitam à escola transmitir os conteúdos e proporcionar aos alunos o contato com os conteúdos e explicação dos professores ao vivo ou por vídeo aula. Além disso, permitem que os pais acompanhem seus filhos mais de perto do conforto do seu lar, sem precisar muitas vezes enfrentar o trânsito.

Dentro do cenário presencial, a pedagoga reforça que a tecnologia é muito utilizada no planejamento das aulas como uma ferramenta de estratégia a mais, e não como instrumento principal. “É uma ferramenta que agrega positivamente nas aulas, como vídeos e jogos educacionais tecnológicos. O que antes era utilizado como objeto essencial em sala como: pincéis, quadro e apagador, agora foi trocado por tripés, notebook, celular e um bom Wi-Fi. O uso das ferramentas tecnológicas estão sendo imprescindíveis para todos os âmbitos da educação nesse momento de necessidade de distanciamento. Desde a secretaria até a sala de aula”, disse.

Em se tratando do lado negativo do uso da tecnologia, Maria Lenice conta, que embora os professores se esforcem ao máximo para que sua aula, ao vivo ou gravada, supra as dificuldade do aluno, muitas vezes ainda necessitam de um adulto para fazer essa mediação. “Muitos pais não têm tempo para acompanhar as crianças em casa, deixando assim o esclarecimento de dúvidas deficiente. 

Outra situação negativa é o fato de a família não se policiar quanto ao cumprimento de rotina e atividades passadas pela escola”, conta.

Já do ponto de vista da educação infantil, a coordenadora conta que,  o atual cenário torna-se prejudicial para a criança, pois é através das experiências com o concreto que se torna o aprendizado dela mais eficaz. “ A apresentação do conteúdo utilizando o lúdico é que atrai a atenção e faz com que a criança se interesse pelo conteúdo. Já a ausência da socialização é prejudicial para a formação da criança enquanto cidadão, uma vez que uma das missões da escola é formar cidadãos éticos, críticos, capazes de lidar com as diferenças e dificuldades do meio em que vivem”, ressaltou.

A pedagoga conta que o  principal desafio para a escola no início, foi a falta de equipamentos adequados para suprir a demanda de professores, além de adequar os planejamentos para aulas online ou gravadas. “A falta de costume dos professores com as câmeras também foi um desafio e por fim fazer com que os pais participassem e dessem retorno da participação de seus filhos”, explica.

Por dentro

Dentro do segmento de tecnologia nas escolas, a plataforma A+ tem se destacado como uma ferramenta muito utilizada nos diversos ramos de ensino. O hub integra a rotina escolar de mais 31 mil estudantes, das 56 instituições de ensino parceiras da startup. Todo esse potencial inovador ganhou força com a pandemia, que provocou mudanças no mindset das lideranças do setor e fez com que apostassem nas funcionalidades e ferramentas desenvolvidas pela edtech para abastecer todo o ecossistema educacional privado do país.

“Nossa missão é garantir que as atuais gerações tenham acesso cada vez mais facilitado ao ensino de qualidade. A Plataforma A+ foi estruturada para proporcionar o saber com excelência e contribuir com as práticas de gestão das instituições, além de permitir o ensino, sendo a grande aliada de educadores e estudantes -imersos em uma jornada singular de conhecimento dentro de um ambiente virtual confiável e seguro”, conta Bruno Mota, CEO da Plataforma A+.

O hub, que já superou a marca de 15.000 horas de aprendizado, oferece às parceiras um modelo de negócios totalmente flexível, que garante uma comunicação mais efetiva e a fluidez de todo o processo administrativo. “Estruturamos a plataforma para que ela atendesse o segmento em todos aspectos, porque víamos a carência de uma solução única e inovadora, com oportunidades reais para que as escolas se reinventassem. A liberdade acadêmica é urgente e estamos empenhados em preencher esta lacuna de forma eficiente”, disse.

Foto/Destaque: Divulgação

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