2 de dezembro de 2021

Escassez de insumos força férias coletivas no PIM

A falta de insumos para produção está forçando alguns fabricantes do PIM (Polo Industrial de Manaus), a conceder férias coletivas aos funcionários. Quem afirma é o  Sindmetal-AM (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas do Amazonas). 

De acordo com o presidente do Sindmetal, Valdemir Santana, algumas linhas de produção estão paradas. A situação é para evitar demissões em massa até que os componentes cheguem à capital.

Mesmo com o plano de produção com grande demanda, na última sexta (10), a Yamaha anunciou a suspensão de algumas linhas de produção até o dia 24 de setembro. 

Em nota à imprensa a fabricante informou que considerando a situação adversa do cenário logístico internacional, causada pelos efeitos da pandemia pela variante delta do Coronavírus na Ásia, e visando ajustar o fluxo do recebimento de insumos, o grupo suspenderá as atividades em algumas de suas linhas de produção de motocicletas e motores de popa, no período de 09 a 24 de setembro. Nas linhas afetadas, os colaboradores estarão em férias coletivas.

Mas reitera que parte da produção, assim como as demais atividades operacionais das empresas do Grupo Yamaha do Brasil, permanecerão em atividade regular durante esse período.

Conforme Valdemir Santana, assim como ocorreu com a  Yamaha, a fabricante Caloi decidiu também interromper a produção. O Jornal do Commercio entrou em contato  com a fábrica,  mas não obteve resposta até o fechamento da edição. 

Crise global 

Atualmente alguns componentes consumidos globalmente são fabricados em poucas plantas fabris. Com o agravamento da pandemia, no início de 2020, houve desajustes na cadeia mundial de suprimentos devido a paralisação de fábricas em diversos momentos e em diversas regiões do mundo.

Lideranças empresariais do PIM confirmam o cenário de férias coletivas de alguns segmentos da indústria. “Empresas estão anunciando  férias coletivas para tentar reduzir a produção enquanto o suprimento seja normalizado, e temos outras que já nos informaram que estão tendo dificuldades para continuar com todas as linhas de produção em funcionamento até o final do ano”, afirma o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, 

Ele informa que a falta de componentes está afetando todos os segmentos de produtos, principalmente os que utilizam a microeletrônica em seus produtos. Há uma escassez de chips no mercado global que está impactando todas as indústrias.

“Mas não é só o chip, porque atualmente alguns componentes consumidos globalmente são fabricados em poucas plantas fabris. Com o agravamento da pandemia, no início de 2020, houve desajustes na cadeia mundial de suprimentos devido a paralisação de fábricas em diversos momentos e em diversas regiões do globo. Isso gerou a falta de insumos ao redor do mundo”.

Nelson admite que o gargalo em relação a escassez dos insumos preocupa o parque fabril “Estamos muito preocupados com essa falta de componentes para as indústrias do PIM continuarem com suas linhas de produção em funcionamento. Além da perda de receita, há também a perda do volume de atividade. Mais postos de trabalho poderiam ser gerados se não fosse esses limitadores”, lamenta o vice-presidente da Fieam. Ele espera que até o ano que vem a situação já esteja normalizada. 

Outros gargalos 

De acordo com Nelson Azevedo, outro impacto trazido pela pandemia foi a questão logística. Com a redução de cargas internacionais para o Brasil, os navios cargueiros foram reposicionados para outras rotas de navegação, ocasionando uma drástica redução na oferta de navios de longo curso. 

“Na mesma esteira da falta de navios, os importadores brasileiros enfrentam a falta de contêineres de carga, pois com a redução na demanda houve a paralisação da fabricação dessas unidades para reposição dos que estavam avariados”.

Esses desajustes no suprimento mundial, seja pela falta de componentes, seja pela questão logística, está impactando negativamente em alguns setores do parque fabril do Polo Industrial de Manaus. “Esse cenário traz aumento no custo de produção, uma escassez de produtos e, consequentemente, aumento de preços ao consumidor final”, declara Nelson Azevedo. 

O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, comenta que a pandemia fez tudo parar e se levar em consideração que os fabricantes desses componentes também pararam a demanda reprimida que foi causada por essa paralisação supera a capacidade desses fabricantes nesse pequeno espaço de tempo. 

Foto/Destaque: Divulgação

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