Equador quer condenação da Colômbia pela OEA

A condenação da Colômbia pela comunidade internacional por ter violado a soberania equatoriana voltou a ser reiterada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, ontem, durante rápida escala a Manaus antes de seguir para Quito.
A comitiva presidencial chegou a Manaus por volta das 16h15, após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, no qual foi tratado o apoio do Brasil junto a OEA (Organização dos Estados Americanos) no sentido de punir o governo do presidente colombiano Álvaro Uribe pela ofensiva militar, no último sábado, em território equatoriano durante a luta contra as Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Correa afirmou que o conflito diplomático não é apenas entre dois países irmãos, mas atinge toda a comunidade sul-americana devido à conotação terrorista exercida pela guerrilha colombiana. A autoridade equatoriana disse ainda ter esperanças de que organismos internacionais ratifiquem a punição do governo de Uribe pela violação territorial e de ataque à soberania do Equador. “Queremos tolerância zero a um governo que não respeita acordos bilaterais e o princípio da soberania nacional. Por isso, consideramos que o governo de Uribe simplesmente não merece nosso respeito e confiança”, desabafou.
Correa criticou também o pedido oficial de desculpa do governo colombiano, na última segunda-feira, caracterizado pela autoridade como uma grande patranha para enganar a população dos dois países. O governante asseverou que a invasão de um país como desculpa para o combate ao terrorismo tem um tom falso e similar à invasão coordenadas pelos EUA a outros países do Oriente Médio. “Não há desculpas para se agredir uma região apenas para matar um guerrilheiro. Pela lógica, se corrermos atrás de todas as milícias da região, qualquer um exército poderia invadir qualquer região quando bem entendesse”, finalizou Correa.
Durante a visita, o ministro do governo equatoriano, Fernando Bustamante, afirmou que recebeu telefonema de conselheiros da OEA, os quais lhe asseguraram que a entidade reconheceu o ataque à soberania do seu país e, por isso, vai enviar representantes à área de conflito para efetivar uma investigação. Segundo Bustamante, os resultados da investigação poderá resultar em possíveis sanções ao governo colombiano. “Queremos um posicionamento mais firme da OEA com a mediação do Brasil para ratificar a inviolabilidade da soberania equatoriana e condenar essa agressão, já que para nós, Uribe é apenas um títere dos EUA”, ressaltou Bustamante.

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