8 de maio de 2021

Entrega de cestas tem que acabar no Amazonas. Crédito é a melhor opção!

O governo federal tem que entender que a distribuição de cestas de alimentos no gigante Amazonas tem que acabar na forma física, em fardos com produtos ensacados. Esse procedimento está equivocado em nosso estado.

A licitação para contratar o frete é um processo lento, as vezes remarcada (como está acontecendo esta semana), longas viagens de barco/balsa comprometendo a qualidade do produto no trajeto (sol e chuva) e, ainda, a complexa distribuição no próprio município já que as vezes envolve a entrega e distribuição em comunidades distantes. Em síntese, um enorme esforço com alto custo e demorado. Tem que acabar! A mudança seria simples: As entidades que representam os beneficiários consumidores (indígenas, quilombolas, pescadores) apresentariam a relação nominal dos beneficiários ao governo federal que, em seguida, liberaria o valor corresponde a cesta de alimentos para recebimento na agência lotérica da CAIXA que tem em todos os municípios.

Como não vai haver o pagamento do frete, eu acrescentaria um valor financeiro (além do valor dos alimentos) para deslocamento do beneficiário até a sede municipal para sacar o dinheiro e fazer suas compras no município. Além do que escrevi acima, ainda teríamos o benefício do recurso financeiro movimentar e economia do interior, pois a aquisição de alimentos aconteceria nas tabernas, mercadinhos e supermercados do próprio município. Isso não acontece no atual modelo de compra. A maioria das vezes, nem no estado os alimentos são adquiridos.

Para confirmar o que disse acima sobre a demora no processo licitatório transcrevo, a seguir, trecho que está no site da Conab: “…O leilão de frete marcado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para esta quinta-feira (1°) tem nova data para acontecer. A operação agora será realizada na próxima segunda (5)…”. Foi ontem, será que teve interessado? Isso tem que acabar! Só complica a vida de quem tá na ponta precisando se alimentar. Sabem qual é o prazo estipulado para chegar esse alimento na ponta? Dia 26/04. Um absurdo! Era só enviar o crédito para as agências lotéricas da CAIXA que ganharíamos agilidade na segurança alimentar e nutricional dos beneficiários e na economia do interior.  O crédito ainda tem outro benefício: a certeza de que o indígena, quilombola e pescador receberam o apoio do governo federal, evitando complexas prestação de contas que devem ser elaborados por quem entrega e/ou pela entidade que representa o beneficiário.

77,5 mil cestas ao Amazonas

Está em andamento a remoção de 17,5 mil cestas de alimentos que estão armazenadas em Manaus para o interior do estado, nos municípios de Atalaia do Norte e Benjamin Constant. A operação ocorre por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica da própria Companhia (Siscoe), a partir das 9h30. A entrega dos produtos no destino final deverá ser realizada até o dia 26/04, nos endereços determinados pela estatal. Ao todo, devem ser removidos 392.238 quilos de alimentos, destinados à doação para indígenas do estado amazonense em situação de insegurança alimentar e nutricional. As famílias serão beneficiadas com cestas básicas de 22 quilos compostas por feijão, óleo, macarrão, fubá ou flocos de milho, mandioca ou farinha de trigo, arroz, açúcar cristal ou mascavo e leite em pó. Além dessas cestas para indígenas, temos mais 60 mil cestas para pescadores artesanais. Pra que todo esse movimento? Basta destinar o valor financeiro da cesta de alimento para o beneficiário (indígenas, pescadores e extrativistas) receber na agência lotérica da CAIXA Econômica Federal e fazer as compras no próprio município. Simples assim!

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