Ensino médio é a formação da maioria dos candidatos às eleições

Pelo menos 37,6% dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e a vereador nas eleições municipais de 15 de novembro têm ensino médio completo em todo o País, segundo a plataforma ‘DivulgaCandContas’ do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No quesito escolaridade, na sequência vêm os com nível superior completo (26,3%), fundamental incompleto (12,4%), fundamental completo (11,74%), superior incompleto (4,83%), ensino médio incompleto (4,68%). E os que declararam saber apenas ler e escrever somavam 2,48%.

No Amazonas também não é diferente. A maioria dos candidatos tem formação básica – ensino médio e fundamental. E poucos, como os que encabeçam a chapa dos prefeituráveis (são 11 só em Manaus), chegaram a completar o ensino superior, de acordo com o TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas)

Até a tarde desta quarta-feira (23), o TSE havia registrado 198.432 pedidos de candidaturas para prefeitos (e vice) e vereadores nas próximas eleições. No Amazonas, foram 2.762 em todo o Estado, dos quais 342 só em Manaus.

No Estado, até ontem, os técnicos do TRE analisavam a documentação de candidatos para homologação de registros. Na plataforma do TSE, todos ainda continuavam sendo considerados inaptos para disputar as eleições.

Em todo o Brasil, até ontem, haviam sido homologadas 55 candidaturas (0,03%) e consideradas inaptas 26 (0,01%) do total de quase 192.500 pedidos de registros.

Professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), o cientista político Luiz Antônio Nascimento diz que esse maior percentual de candidatos com ensino médio completo é formado em sua maioria por mulheres donas de casa –  um contingente populacional que decidiu entrar na política para defender, realmente, os interesses do povo porque sofre ‘na carne’ as dificuldades do brasileiro de baixa renda, mediano economicamente.   

“Esse quantitativo vem crescendo a cada eleição. A mulher cuida da casa, dos filhos, e sabe como conduzir melhor a família, em geral”, avalia. “Um pedreiro, eletricista, estão aí para resolver nossos problemas no dia a dia. Então, por que não democratizar mais a participação política no Brasil”, defende ele.

Outros números

De acordo com o TSE, brancos e pardos estão em maior número entre os postulantes a uma vaga eletiva municipal – com 53,61% e 33,94%, respectivamente, seguidos de pretos (10,4%). E amarelos e indígenas não chegam a 1% dos registros até agora junto ao tribunal. “Hoje, os negros têm só 3% de participação no Congresso”, acrescenta o sociólogo Luiz Nascimento.

Outro dado: a maioria dos candidatos não se encaixou em nenhuma das ocupações mais frequentes listadas pela Justiça Eleitoral e marcou ‘outros’ nessa opção. Já servidores públicos, agricultores e empresários aparecem na sequência, com 7,16%, 6,92% e 6,54% dos registros. Comerciantes, vereadores e donas de casa representam 5,51%, 5,14% e 3,75%, respectivamente.

A quantidade exata de candidatos nas eleições de novembro ainda está muito aquém da previsão do TSE, de pelo menos 700 mil, segundo a plataforma do tribunal. O prazo de entrega da documentação exigida pela Justiça Eleitoral para a solicitação dos registros pela internet expira às 8h do dia 26 de setembro. Após esse horário, a entrega terá que ser presencial e agendada, exigindo deslocamento ao cartório e os devidos cuidados sanitários.

Segundo o TSE, o agendamento para atendimento presencial será feito pelos meios informados em cada TRE e cartório eleitoral. E está disponível das 8h30 às 19h. E o atendimento será marcado conforme a ordem de chegada dos pedidos – o interessado não poderá escolher o horário.

Depois de receber os requerimentos, a Justiça Eleitoral valida a documentação e a encaminha à Receita Federal para emitir o CNPJ. Tendo o CNPJ e o registro, os candidatos já podem abrir a conta-corrente da campanha e estão aptos para iniciar a arrecadação de recursos após o próximo dia 26.

O cientista político Nauê Bernardes chama a atenção, porém, para a baixa quantidade de registros de candidatos nas eleições municipais deste ano no Amazonas (foram 2.762 até a quarta-feira, 23). “Hoje está mais difícil fazer campanha porque não há mais a flexibilidade de receber, por vias legais, o financiamento das empresas”, avalia.

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