13 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Engenharias entre as mais procuradas

Nos últimos anos as engenharias passaram a ser consideradas as profissões emergentes que mais atraem na região Norte, principalmente pela boa remuneração. Em 2014, um estudo feito pela então Secti-AM (Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia), atual Seplan-CTI (Secretaria de Estado de Planejamento Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) apontava que no Amazonas, 19,8% dos engenheiros recebiam remuneração superior a 20 salários mínimos e 80,9% ganhavam acima de sete salários, o que equivalia, à época, aproximadamente R$ 13 mil e R$ 4 mil, respectivamente.

Em estudo recente, realizado pela Catho (veja box), o maior site brasileiro de classificados de empregos, na lista das engenharias, novas e tradicionais competiam entre as sete mais procuradas e bem pagas, de um universo de 35 diferentes especializações na carreira de engenheiro. A lista das ‘sete mais’ ficou em Engenharia Química, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Metalúrgica, Engenharia Elétrica e Automação, Engenharia Ambiental e do Petróleo, Engenharia de Produção e Engenharia de Transportes.

Telecom desponta no Norte

A chegada de novas tecnologias em telecomunicações e as dificuldades de logística e de implantação destas na região Norte criou um campo promissor para especialistas na área. Para o engenheiro de Telecomunicações (segmento dentro da Engenharia Elétrica), Gustavo de Sá, apesar da boa remuneração, ainda há vagas a serem preenchidas. “Existem poucos profissionais locais nessa área e cursos ainda escassos. O que faz com que os cargos de chefia sejam ocupados por profissionais vindos de fora do Estado”, conta o engenheiro.

De acordo com Gustavo, sua área de atuação tem como concorrência direta como ‘profissão do futuro’, a Engenharia de Computação. “São segmentos da engenharia que vejo como as de maior futuro. A vida que levamos hoje, vivendo a chamada ‘Era da Informação’, nos faz depender delas para tudo, TV, rádio, movimentações bancárias, compras, tudo depende de um sistema para funcionar”, comenta.

Investimento

A questão da necessidade de continuar estudando também é verdade para quem escolhe qualquer ramo da engenharia, explica Gustavo. “Formei em 2009 e depois de minha graduação já realizei duas pós-graduações (Engenharia de Produção e Engenharia da Qualidade) e atualmente estou cursando MBA em Gerenciamento de Projetos na FGV (Fundação Getúlio Vargas). Na Graduação, o investimento foi de aproximadamente R$ 40.000 e cada pós demandou um investimento em torno de R$ 6.000. O MBA ao final terá custado R$ 20.000”, calcula o engenheiro.

Segundo o engenheiro, todos os gastos são encarados como investimentos e os bons salários são a recompensa. “Procurei as melhores academias para me formar e consegui. A FGV tem o melhor conceito do Brasil e também é muito reconhecida no exterior. O investimento foi alto e a qualidade idem. Não vejo isso como gasto, vejo como investimento. Conhecimento é investimento, algo que ninguém tem o poder de tirar de mim”, finaliza.

Experiência dá vantagem

A experiência em engenharia elétrica foi determinante para o pós-graduado em planejamento energético e mestre em engenharia elétrica, Jorge Seabra, apostar em um novo segmento, a capacitação em segurança eletrônica. Atuando desde 2002 como comerciante de equipamentos de segurança eletrônica, Seabra decidiu inovar nos negócios oferecendo a interessados a capacitação tão em falta no mercado. A Tecsystem Segurança Eletrônica, dirigida pelo engenheiro, tornou-se a pioneira em capacitação e treinamento para o segmento.

Após mais de uma década trabalhando na execução de projetos de instalações de sistemas de segurança eletrônica, Seabra percebeu a hora da mudança. “Através do Sebrae e de estudo de ferramentas avançadas, obtivemos a habilitação para ministrar os cursos, que aliada à minha formação e experiência, nos deu uma grande vantagem nesse setor”, conta Seabra.

Tendência em PD&I

Uma nova engenharia, ainda em desenvolvimento, mas que vem crescendo a cada dia acompanhando o intenso uso das redes sociais é o de Mineração de Dados ou Análise de Sentimentos, área de pesquisa relacionada ao Processamento de Linguagem Natural. Mapear essas é o grande trunfo das empresas para acertar em cheio seus consumidores em um mercado, o e-commerce, que deve alcançar R$ 56,8 bilhões ao fechar de 2016.

A Análise de Sentimentos visa identificar o sentimento que os usuários apresentam a respeito de algo de interesse, baseado no conteúdo disponível na Web. E as mídias sociais são um celeiro amplo e infindável de informações para este fim. As aplicações desse conhecimento são infinitas para empresas e organizações em diversos aspectos, como inteligência de mercado, em análise de potenciais produtos, aceitação de produtos/serviços, decisões estratégicas de marketing, etc, ou para as pessoas, ajudando na tomada de decisões para comprar produtos ou contratar serviços.

De acordo com o pesquisador da FPF Tech, Henry Vieira, a mineração de dados pode fornecer informações e conhecimentos relevantes para uma variedade de aplicações interessantes de negócios, tais como prever o comportamento de um grupo de usuários de determinado produto/serviço, ter recomendações confiáveis e de qualidade, produzir relatórios com pareceres dos grupos de utilizadores, além de estimar o retorno do investimento do conteúdo de propaganda, por exemplo.

“Neste trabalho, estamos interessados em usar o conteúdo textual não estruturado gerado por usuários de mídia social para enriquecer continuamente o conhecimento sobre produtos de consumo, como por exemplo, smartphones e câmeras digitais. O aspecto desafiador é que as menções são informais e ambíguas. O objetivo final é permitir o enriquecimento de produtos em um catálogo com conteúdo derivado de mídias sociais,” explica Henry.

A tarefa para estruturar informações das mídias sociais é um desafio para os pesquisadores e cientistas da computação. O conteúdo é textual, informal e não estruturado, em linguagem natural, geralmente com erros de ortografia, informalmente escritos ou com uso de caracteres e figuras. Outra limitação é o texto subjetivo, com opiniões ou ironias, que dificulta a compreensão. De acordo com Henry, vários desafios ainda serão resolvidos. “Temos resultados interessantes, mas muitos resultados ainda podem melhorar, seja nas técnicas básicas das tarefas de extração de dados de texto ou na análise de sentimento depois da estruturação dos dados. Outro desafio que está crescendo é a análise de grande volume de dados, o chamado big data”, enfatiza.

Quanto pagam

Engenharia Química:
3 Engenheiro Químico Júnior: R$ 5,2 mil
3 Engenheiro Químico Industrial: R$ 5,3 mil
3 Engenheiro Químico de Processos: R$ 5,4 mil
3 Diretor de Engenharia Química: R$ 25,7 mil

Engenharia Civil:
3 Assistente de Engenharia Civil: R$ 2,3 mil
3 Engenheiro Civil de Planejamento: R$ 6,7 mil
3 Engenheiro Calculista: R$ 6,6 mil
3 Coordenador de Obras: R$ 8,1 mil

Engenharia Mecânica e Metalúrgica:
3 Engenheiro Metalúrgico: R$ 4,5 mil
3 Engenheiro Mecânico: R$ 6,2 mil
3 Coordenador de Engenharia: R$ 8,2 mil
3 Diretor de Engenharia Mecânica: R$ 20,6 mil

Engenharia Elétrica e
Automação:
3 Engenheiro de Controle e Automação: R$ 6,2 mil
3 Engenheiro Eletricista: R$ 6,4 mil
3 Engenheiro de Automação Industrial: R$ 7,9 mil
3 Coordenador de Engenharia: R$ 8,1 mil

Engenharia Ambiental
e do Petróleo:
3 Engenheiro do Meio Ambiente Sênior: R$ 8,7 mil
3 Engenheiro de Petróleo: R$ 9,5 mil
3 Diretor de Engenharia do Meio Ambiente: R$ 21,5 mil
3 Diretor-geral de operadoras de óleo e gás: R$ 60 mil

Engenharia de Produção:
3 Engenheiro de Produção Pleno: R$ 6,7 mil
3 Engenheiro de Produção Sênior: R$ 7,4 mil
3 Diretor Industrial: R$ 16,6 mil
3 Diretor de Engenharia de Produção: R$ 23,3 mil

Engenharia de Transportes:
3 Analista de Engenharia: R$ 3,2 mil
3 Engenheiro Rodoviário: R$ 6,4 mil
3 Engenheiro de Logística: R$ 7 mil
3 Gerente de Engenharia: R$ 12,6 mil
Fonte: Catho

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