Enfrentando nossos medos, com Paulo Avarenga

Com a chegada da pandemia provocada pelo coronavírus a humanidade quase inteira, ao mesmo tempo, como poucas vezes acontece, teve um mesmo medo, o medo da morte. A morte é sinônimo de fim. Aproveitando o momento, Paulo Alvarenga, especialista em ambientes psicologicamente saudáveis e criador dos métodos ‘Matriz das Energias’ e ‘Matriz dos Medos’, acaba de lançar o livro ‘Dance com os seus medos’, no qual confirma a afirmativa acima.

“Existem várias pesquisas que demonstram alguns dos maiores medos do ser humano, e o da morte vem em primeiro, seguido pelo medo de altura, do escuro, de falar em público, de lugares fechados”, listou Paulo.

Em suas palestras, Paulo Alvarenga gosta de citar o inglês Richard Barrett, criador dos sete níveis de consciência, onde distribuiu valores para cada nível sendo o 1, o 2 e o 3, os que reúnem três medos básicos.

Nível 1 – Sobrevivência, ‘medo de não ter o suficiente para sobreviver’. Demonstra comportamentos como controle, agressividade, não confiar no outro.

Nível 2 – Relacionamento, ‘medo de não ser amado”. São pessoas com dificuldade para dizer não, se posicionar, falar o que pensam, querem receber elogios constantes, são carentes emocionalmente e fazem coisas erradas para receber atenção, além de cobrar retorno emocional pelas coisas que fizeram aos outros. No mundo corporativo não conseguem dar feedback.

Nível 3 – Auto Estima, ‘medo de não ser bom o suficiente’. Têm o nível de exigência de nunca poder errar. São pessoas que se exigem demais, são perfeccionistas e não toleram erros, fazendo o mesmo com outras pessoas, são centralizadoras, podendo satisfazer essa necessidade com coisas, status e bens materiais.

“A partir dessa perspectiva podemos relacionar todos os demais medos. Esses são os medos psicológicos mais comuns”, afirmou.

Medo masculino e feminino

“O medo está associado ao instinto de sobrevivência. Se não o sentimos, nós não sobreviveríamos por muito tempo. Aprender a lidar com o medo é uma forma de vencê-lo”, ensinou.

Sobre a questão de quem tem mais medo, se o homem ou a mulher, Paulo também explica em seu livro.

“Criamos associações e damos significados ao que aconteceu com a gente e cada um tem a sua história pessoal e seus significados, e isso gera nossas necessidades e nossos medos e se nunca fizemos nada para resolver isso, com certeza os medos irão nos paralisar e nos limitar para a vida, independente do gênero”, disse.

Paulo lembra que a cultura na qual vivemos criou os estereótipos de homem e mulher e condicionamentos mentais ou nossas crenças ou modelos mentais criaram um cenário cheio de rótulos e julgamentos, onde desde criança aprendemos que: homem não chora, não demonstra suas emoções, tem que ser o provedor, não pode se preocupar com alimentação, cuidar do corpo, ser vaidoso, tem que ter mais experiências amorosas do que a parceira.

“A partir daí criam alguns medos que não reconhecem, como medo de demonstrar que cuidam do corpo e da aparência, da estatura, da condição financeira para serem provedores, senão nunca terão uma família, ou relacionamento, ou seja, medo de não serem bons o suficiente, medo de não serem reconhecidos, medo de não serem aceitos”, esclareceu.

Em contrapartida as mulheres crescem num cenário onde tem que cuidar de casa, são frágeis, não são protagonistas, não têm capacidade, precisam sempre ser magras, sempre têm que escutar mais do que o homem, e pior, aprendem que homem não presta.

“Aí terão medo de não serem boas o suficiente, medo de não serem reconhecidas, medo de não serem aceitas”, concluiu.

Sem o medo, logo morreríamos

O medo é uma reação involuntária causada quando passamos por algum estímulo estressante. O cérebro libera substâncias químicas que causam respiração rápida, disparo do coração, contração dos músculos. É a chamada reação de fuga, luta ou paralisia, que afeta o nosso sistema nervoso simpático.

“Se não tivéssemos medo, talvez estivéssemos mortos, pois andaríamos no meio de animais ferozes, atravessaríamos a rua com carros em alta velocidade, andaríamos a pé a noite em uma região considerada extremamente perigosa”, lembrou.

“O medo nos protege dos desafios da vida, nos mantém em alerta e isso gera ativação cerebral que nos dá performance, mas também pode nos limitar, a questão é diferenciar medo real do medo psicológico, que é aquele que criamos como se estivéssemos em perigo constante, provocando excesso de cortisol, gerando um stress elevado que pode afetar a nossa saúde mental e nossa saúde física, bem como nosso desempenho em tudo o que fazemos no aspecto pessoal e profissional, como memória, foco, produtividade, sono, disposição física e sexual, temperamento”, revelou.

Paulo encerrou com um teste de avaliação para quem quiser testar, e vencer, seus medos.

“Somos um acúmulo de sofrimento no decorrer da vida e isso gera memórias emocionais desgastantes, consequentemente necessidades emocionais e medos. Liste essas necessidades e medos, pois só mudamos aquilo que existe e para existir temos que investigar e descobrir os motivos do porque nos prejudicam”, finalizou.

Peça o livro

‘Dance com seus medos’ – como descobrir a origem de seu vazio e transformar seu estado emocional. Editora Benvirá, www.benvira.com.br

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