O presidente da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), Paulo Pedrosa, se reuniu na tarde desta terça-feira (21), com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para manter a agenda de pedidos do setor para o governo com relação ao alto custo da eletricidade no país. O executivo reclama que, ao contrário dos consumidores atendidos no mercado cativo, as grandes indústrias que compram energia no mercado livre não foram beneficiadas da maneira adequada pelo pacote de redução das contas de luz do governo federal.
“Para essas grandes indústrias, a energia representa entre 30% e 40% do custo de produção. E a nossa referência é o custo da energia embutido em produtos que competem aqui no Brasil vindos do exterior, como o aço chinês ou o turco, e os produtos químicos norte-americanos”, disse Pedrosa. O presidente da Abrace afirmou que a redução do preço da energia alcançada no mercado livre foi menor justamente para que as empresas energéticas compensassem as perdas de receitas no mercado cativo.
“Toda a energia renovada e mais barata foi para o mercado cativo, na esperança de que se criasse novas referências para o preço que pudessem impactar os contatos”, declarou.

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