ENERGIA ELÉTRICA – Microprodução pode reduzir conta de luz

Regulamentação, feita recentemente pela Aneel, permite que interessados se integrem à rede elétrica comum, mas equipamento ainda é muito caro

Norma da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) permite que consumidor brasileiro reivindique integração à rede elétrica comum da energia solar ou eólica produzida por sua casa. Dessa maneira, a produção poderá passar por um sistema de compensação com a concessionária, barateando a conta de luz: nos momentos de baixo consumo da residência, a energia passa para a rede comum, em troca da energia fornecida pela concessionária utilizada pelo consumidor.
Conforme o que for estabelecido pela concessionária, o consumidor pagará apenas a diferença e o excedente, se houver, poderá se converter em crédito a ser usado nos próximos meses.“Além de produzir energia limpa, as moradias passam a ser fornecedoras nos momentos em que o consumo é baixo -por exemplo, durante o dia. Isso é relevante, principalmente em face da possibilidade de novo risco de apagão no Brasil”, diz Ciro Scopel, vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP.
A medida é um estímulo à microprodução de energia elétrica em um país com insolação abundante na maior parte do seu território, propício à adoção de sistemas de geração de energia solar, e com o barateamento gradual dos sistemas. “A resolução da Aneel permitirá a intensificação no uso de painéis fotovoltaicos por residências. Com isso, a tendência é de redução nos custos de instalação. O equipamento é ainda muito caro, e a produção em escala poderá torná-lo mais acessível, bem como o treinamento de profissionais para instalação e operação dos sistemas”, considera Scopel, para quem a medida incentiva práticas sustentáveis.
Tendência em outros países, a microprodução de energia elétrica tem sido estimulada, no Brasil, pelos construtores e consumidores conscientes e também pelos sistemas de certificação. Todavia, há alguns pontos preocupantes, como o despreparo técnico e funcional das concessionárias para que possam operar simultaneamente nos dois sistemas (entrada de energia elétrica da rede e retorno da energia excedente para a rede) e a gestão dos créditos gerados.

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