Empresas vão reajustar preços de massas

Pressões provocadas por aumento nos custos dos insumos e embalagem forçaram as empresas de biscoitos e massas alimentícias a realinhar seus preços: a partir de setembro os preços dos biscoitos serão reajustados numa média de 10%. No que diz respeito às massas, esse realinhamento já está em vigor: de 10% nas massas frescas e 8% nas massas secas.
Até agora o setor tinha mantido os preços do final de 2006. “Acontece que as empresas já estão pagando os custos com aumento e foi preciso promover um realinhamento para que possam se manter sadias”, explicou o presidente do Sindicato de Biscoitos e Massas Alimentícias do Estado de São Paulo, José dos Santos dos Reis. Além disso, a maioria dos insumos são commodities, ou seja, têm seus preços regulados pelo mercado internacional.
Ele tomou como exemplo o preço do pão francês, “que subiu 10% o quilo nos supermercados. Isso indica uma pressão muito grande em cima das massas e dos biscoitos. Se as pressões não cessarem não sabemos o que poderá acontecer mais para a frente”, alertou.
Como o impacto dos preços do trigo é um dos maiores no setor, Reis disse acreditar que poderia haver um equilíbrio se o governo eliminasse a TEC (Tarifa Externa Comum do Mercosul) – que é de 10%. “Sem a TEC as empresas teriam oportunidade de comprar insumos fora do Mercosul. Isso é mais importante em função da crise da Argentina, que suspendeu a venda de trigo para o Brasil e está negociando com outros mercados”.
Os insumos que tiveram aumentos mais significativos neste ano, que provocaram este realinhamento nos setores de massas e biscoitos foram trigo: entre 25 e 30%; gordura hidrogenada: 12%; papelão: 18%; leite em pó: 50%; cacau: 18%; ovos: 50%.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biscoitos, com 1.112 mil toneladas fabricadas em 2006, que representam um faturamento em torno de R$ 6,88 bilhões. O consumo anual per capita do consumidor brasileiro tem se situado em torno dos seis quilos nos últimos cinco anos. No que se refere às massas, o Brasil detém o terceiro lugar no ranking dos países produtores, com um total de 1.066 milhões de toneladas produzidas em 2006 e um consumo per capita anual, de 5,8 quilos.

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