Empresas usam previsão do tempo para ampliar ganhos

As mudanças climáticas não trazem preocupação apenas para as cidades. Empresas do setor de energia investem em previsões meteorológicas buscando ganhos com compra e venda de energia, por exemplo, e tentando evitar perdas operacionais.
A previsão do tempo serve também para que empresas se previnam e agilizem possíveis ações contra danos causados pelas chuvas. Algumas possuem departamento próprio de meteorologia, como a paulista Cesp e a mineira Cemig. A maior parte, no entanto, contrata prestadores desse serviço.
As previsões são feitas com até um ano de antecedência, explica o meteorologista Fábio Hochleitner, da Aquamet, que já fez previsões para Petrobras e Furnas.
“Não dá para cravar com tanta antecedência, mas trabalhamos com as probabilidades, a partir de nosso centro, com computadores de alto desempenho’’, afirma.
No caso de empresas do setor elétrico, por exemplo, as previsões são usadas para orientar decisões a respeito de compra e venda antecipada de energia.
Se há mais chuva, os reservatórios enchem e o custo da energia no mercado de curto prazo cai. Se houver escassez de água, o custo sobe. Com a previsão meteorológica, essas empresas tentam evitar efeitos dessas variações.
“Dá para ganhar muito dinheiro no mercado spot (de curto prazo)’’, destaca o diretor de energia da Light, Evandro Vasconcelos.
Na Light, distribuidora de energia elétrica do Rio de Janeiro, o uso da meteorologia se estende ao dia a dia.
“Quando recebemos a previsão de temporal em determinada região, posicionamos nossas equipes ali. Imagine se chove bastante na zona oeste e estou com equipes do outro lado da cidade. Vou perder muito tempo no trânsito’’, diz Vasconcelos.
A Petrobras trabalha com empresas de meteorologia para otimizar a logística, no transporte de trabalhadores até as plataformas, e para evitar danos operacionais às unidades de produção, no caso de grandes temporais.
O movimento das correntes marítimas também é monitorado, para o acompanhamento de possíveis vazamentos de petróleo.
“Estamos esperando uma grande demanda com o pré-sal, especialmente no trabalho de monitoramente das correntes. A produção ficará muito longe da costa, próxima a fronteiras. Se ocorrer um grande vazamento de óleo, ele poderá atingir outro país’’, diz Hochleitner.

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