Empresas de RH sentem impacto ­com desaceleração de contratos temporários

O fraco movimento do comércio e das indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus) tem provocado queda na busca por profissionais nas empresas de recursos humanos. Faltando quatro meses para o fim do ano, período em as organizações contratam mão-de-obra temporária, a demanda pelos serviços das empresas de recrutamento e seleção está em baixa.
Segundo o presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, em meados de setembro a demanda deve ser ampliada, embora não no mesmo volume do ano passado. “Como a mão- de-obra é temporária, e os reflexos da economia ainda não são positivos, as empresas estão deixando para contratar em um período mais próximo do final do ano”, avaliou.
Para Loureiro, a busca do comércio por produtos industriais está fraca, ao contrário de 2006, o que faz com que o prazo para os negócios se torne cada vez mais curto, já que a proximidade das festividades sazonais leva o comércio a pressionar a indústria com suas compras. “O comércio está esperando uma de­manda mais forte por parte do ­consumidor final, o que deve ocorrer quando for liberado o décimo terceiro salário. A indústria está esperando movimentação mais forte por parte do comércio e do consumidor”, disse.

Período de baixa

A gerente administrativa da Excell Recursos Humanos, Helena Queiroz, afirmou que as empresas de recrutamento e seleção estão passando por um período de baixa, pois nem comércio nem indústria estão solicitando ­profissionais. “Há dois anos, a partir de ­junho, tínhamos como certa a grande demanda por ­temporários por parte da indústria local. No entanto, com os problemas do ­distrito industrial, nossos pedidos ­foram reduzidos em 50% esse ano, em comparação com os anos anteriores”, comentou Helena.
Para exemplificar o período ruim, a gerente observou que nos últimos anos, no mês de agosto, a demanda do período era de 500 a 700 funcionários na Excell. Em 2007, até agora a procura está apenas próxima de 190 no mês, e resta apenas uma semana para o seu término. Diariamente, a Excell recebe 500 currículos, em média. “Currículos nós temos bastante, agora a procura por profissional é que está ­difícil”, completou.
Situação parecida é da ­Gelre Trabalho Temporário. De acordo com o proprietário, Jonas Campelo, a difícil situação das empresas de recrutamento é reflexo do fraco desempenho do PIM. “Estamos na expectativa de melhoria a partir de setembro, quando o comércio deve estar mais aquecido”, disse. Campelo comentou ainda que na ­Gelre o movimento caiu ­bastante em relação a 2006, mas ­preferiu não falar de números do ­negócio.
Segundo o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), José Azevedo, a atividade do comércio está apresentando fraco desempenho ante o exercício anterior. “Se pudermos manter os empregados que temos, por enquanto, está de bom tamanho, já que a situação não é favorável para contratações”, disse.
Um forte motivo para a fase ruim do setor, afirmou Maurício Loureiro, é que o consumidor está com sua renda comprometida, principalmente por conta das facilidades de empréstimos e crédito. “Com isso, o comércio sofre”, ressaltou.

Recrutamento feito por terceiros deve facilitar

Com a proximidade do fim do ano, as empresas procuram mais empregados para aproveitar bem os negócios sazonais. Para isso, recorrem às especializadas em trabalho temporário, com quem firmam contrato. Contudo, observações importantes devem ser feitas sobre a realidade da contratada.
Para a gerente comercial da Magiclean Administração e Serviços, Rosângela Lima, é importante observar a situação da empresa a ser contratada junto aos órgãos federais, como certidões negativas, certidão de regularidade do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e certidão de regularidade do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Para a gerente, deve-se solicitar até mesmo o balanço patrimonial do recrutador. “Além disso, deve-se procurar saber se a equipe é comprometida, pois m

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