Empresas de papel e papelão perdem faturamento no PIM

Os últimos dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) mostram diminuição de 46,19% no faturamento das empresas do setor de papel e papelão. O recuo representa perda de US$ 26.5 milhões, frente aos quatros primeiros meses do ano passado.
A indústria de papel e papelão da ZFM (Zona Franca de Manaus) possui seis fábricas, segundo a Suframa. Todas foram procuradas, porém apenas as empresas Bipacel e Sacopel atenderam a equipe do Jornal do Commercio.
Para o diretor industrial da Bipacel, Carlos Maurício Maciel, não houve redução no setor. “Em relação a faturamento e nível de produção, a nossa fábrica está estável, apesar dos efeitos da crise financeira”, disse.
Ainda de acordo com Maciel, “as grandes distribuidoras de todo o país, para as quais a Bipacel vende, estão aumentando pedidos aos poucos”, desconfigurando a redução apontada pela Suframa. A empresa faz material para higiene e limpeza de papel, com produção mensal de 90 toneladas.
Enquanto a área de papéis para higiene e limpeza não sente os efeitos da crise neste primeiro quadrimestre, a produção de embalagens enfrenta dificuldades. O gerente de produção da Sacopel, Vitor Rabelo, comentou a queda em faturamento e produção. “Tivemos perda de aproximadamente 50% na produção e no faturamento, e não esperamos crescimento para os próximos meses”, declarou. A empresa trabalha com a fabricação de embalagens e não divulgou o nível de produção industrial por questão de sigilo comercial.

Março tem maior queda

A maior redução de faturamento ocorreu no mês de março, quando US$ 9.3 milhões deixaram de circular no setor, representando 55,63% de decréscimo em relação aos mesmos 30 dias de 2008.
Em relação à aquisição de insumos, o ano de 2008 encerrou-se com US$ 93.9 milhões gastos. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, houve compra de US$ 15.3 milhões em insumos, representando 16,30% dos custos do ano anterior.

Número de empregos

A pesquisa da Suframa calcula que houve retração de 514% na quantidade de empregos.
Nos primeiros 120 dias do ano anterior, a diferença entre o número de admissões e demissões foi 2.031, quando as entradas de trabalhadores nas empresas do setor prevaleceu sobre a incidência de demitidos. Já em 2009, esta relação ficou negativa, com 16.395 profissionais dispensados.
Os PNEs (portadores de necessidades especiais) também sofrem com as demissões. Em 2008, das 9.168 pessoas que estavam trabalhando, e neste ano, são apenas 7.715, ou seja, atualmente existem menos 1.453 PNEs empregados na ZFM.
De acordo com a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), artigo 36 de 2001, as empresas com até 200 funcionários precisam manter quatro portadores de necessidades especiais (2%). Quando o quadro funciona está entre 201 a 500 indivíduos, o índice percentual marca três pontos (15 empregados, considerando 500 vagas).
Nos empreendimentos com 501 a 1.000 funcionários, a fatia chega a 4%, representando 40 pessoas, em um ambiente com 1.000 trabalhadores. Avaliando uma empresa com mais de 1.000 profissionais, a quantidade de PNEs obrigatória é de 5% (50 pessoas).
Informações da SRT/AM (Superintendência Regional do Trabalho no Amazonas) revelam que no primeiro quadrimestre do ano, 116 PNEs foram inseridos no mercado de trabalho. No mesmo período do ano anterior, foram registradas 279 entradas, diminuição de 41,58%.
A SRT comunicou que entre janeiro e abril oito empresas foram autuadas por descumprirem a legislação trabalhista, quanto à obrigatoriedade da contratação de pessoas portadoras de necessidades especiais.

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