Empresários pedem acordo sobre tributação

Os empresários do Brasil e dos Estados Unidos acreditam que é necessário que os dois governos fechem um acordo na área de tributação e coloquem um fim ao que é chamado de “bitributação”: incidência de impostos sobre o lucro de uma empresa nos dois países. Segundo a ministra Dilma Rousseff, até maio do próximo ano essa questão deverá ser resolvida.

“Esse problema deve ser resolvido no prazo mais rápido possível. Julgamos muito importante que se consiga esse acordo”, afirmou a ministra.

Na quinta-feira, foi realizada a primeira reunião do “Fórum de CEOs Brasil-EUA”, com a participação dos executivos de dez empresas brasileiras e de dez norte-americanas, além de ministros.

Os demais temas abordados no encontro foram a inovação e o empreendedorismo para ampliar o investimento, qualificação da mão-de-obra por meio de parcerias e intercâmbios, infra-estrutura e adoção de práticas para reduzir a burocracia nas relações entre os dois países. Segundo a ministra, os empresários pediram ainda um modelo eficiente com a fixação de prazos e metas para que os problemas apontados pelo fórum sejam selecionados.
Apesar de os participantes do encontro terem feito uma avaliação positiva sobre a definição de propostas em comum, o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, afirmou que há uma preocupação dos empresários norte-americanos sobre a proteção aos investimentos. Eles defendem um acordo que sustente os investimentos feitos no Brasil.

De acordo com Gomes da Silva, eles avaliam que a Justiça brasileira é lenta, o que prejudica as empresas caso ocorra uma quebra de contrato. Eles pediram maior celeridade nos processo para que isso não ocorra.

Também presentes do encontro, o secretário de Co­mércio Exterior dos EUA, Carlos Gutierrez, e Allan Hubbard, assistente da Casa Branca para Política Econômica, avaliam que o governo norte-americano tem condições, a partir das sugestões dos empresários, de facilitar o aumento do fluxo de comércio entre os dois países e o aumento dos investimentos.

“Eu não posso garantir que tudo será feito, mas vamos usar a nossa influência para incentivar os departamentos a lidarem com os problemas apontados. Queremos resul­tados não apenas teóricos, mas tangíveis”, afirmou Hubbard. Ele acrescentou ainda que o Brasil e os EUA têm condições de liderarem as negociações para a conclusão da Rodada Doha.

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