16 de abril de 2021

Empresários estão cautelosos

Depois do ‘boom’ inicial de investimentos no setor hoteleiro visando atender a demanda de turistas durante a Copa, empresários agem com mais cautela para evitar prejuízos após o mundial.

Depois do ‘boom’ inicial de investimentos no setor hoteleiro visando atender a demanda de turistas durante a Copa, empresários agem com mais cautela para evitar prejuízos após o mundial.
O presidente da Abih/Am (Associação Brasileira de hotéis do Amazonas), Roberto Bulbol, não acredita que haverá um excesso de oferta de apartamentos no ‘pós-Copa’, mas concordou que os investidores estão mais cuidadosos. “No começo todo empresário queria construir, agora a movimentação nesse sentido está mais equilibrada”, destacou.
Isso porque, segundo ele, não se sabe como será o andamento do mundial e nem quais serão as seleções que vão competir na cidade, o que torna arriscado os altos investimentos. “É preciso tomar cuidado, sobretudo porque Manaus é uma cidade de negócios, movida pelo Distrito Industrial. Mas em relação ao turista, principalmente o estrangeiro, não está vindo com tanta frequência para cá. A queda do dólar, do euro e a situação de crise econômica internacional têm diminuído o fluxo”, analisou.
Para o vice-presidente do Sinduscon (Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Amazonas), Frank do Carmo, haverá um equilíbrio após 2014. “A cidade terá o número de hotéis suficientes para atender a demanda da Copa, mas os apartamentos não ficarão ociosos porque não notamos mais uma movimentação tão intensa de construção desses empreendimentos além das que já estão e andamento”, avaliou.
Já a executiva de contas do Comfort Hotel Manaus, Amanda melo, admite que há épocas em que a queda na ocupação assusta, principalmente nos feriados e fins de semana “Não são tantos turistas que vêm a Manaus para passar curtos períodos e, quando isso ocorre, eles se pulverizam pelos mais de cem hotéis da cidade”, explicou.
No entanto, ela garante que de março a novembro, de uma forma geral, o movimento é mantido com tranquilidade, sobretudo pelo público corporativo. “O setor ainda não está saturado. Mesmo com os investimentos, ainda tem mercado para todo mundo”, concluiu otimista a executiva.
Para o presidente da Abih, o número de hotéis não é o fator que mais preocupa o setor. “Aeroporto, Centro da cidade, energia, telefone, enfim, infraestrutura, isso sim nos deixa apreensivos”, criticou.
Amanda Melo também concorda que a infraestrutura é o grande gargalo. “Apesar de termos mais foco no turismo de negócios, percebemos que Manaus ainda precisa melhorar muito para receber o turista”, opinou.

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