Empresários do segmento investem para incrementar mercado no país

O potencial brasileiro para o turismo de aventura, segmento ligado à natureza e a atividades praticadas a céu aberto, não é pequeno. Antes restritas ao nicho dos ‘viciados em adrenalina’, as empresas querem agora ampliar o mercado, garantir segurança e agradar também a consumidores mais conservadores.
O assunto será discutido durante o 4º Simpósio Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura, realizado pela Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura) e pelo Ministério do Turismo com o apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). O encontro acontece nos dias 23 e 24 de agosto no Porão das Artes da Bienal do Ibirapuera em São Paulo e tem entrada franca. As inscrições podem ser feitas pelo site www.aventurasegura.org.br .
“A atividade não é apenas de risco pelo risco. Tem a ver com a experiência junto à natureza e pode ser realizada por vários tipos de viajantes”, defendeu Gustavo Timo, gestor técnico da Abeta. Para isso, empresários e entidades se mobilizaram no processo de criação de Normas Técnicas para o Segmento de Turismo de Aventura.
As regras foram criadas em projeto liderado pelo Ministério do Turismo e pelo Sebrae, para garantir a segurança das atividades. O projeto tem o nome de Aventura Segura.

Destinos no Brasil

Agora, está em andamento a implantação dessas normas em dez destinos turísticos do país. “Ainda no segundo semestre vamos começar a implantação em outros cinco destinos para, mais tarde, promover a certificação das empresas”, explicou a coordenadora de certificação do Ministério do Turismo, Tânia Arantes.
“O objetivo é criar um ambiente favorável para micro e pequenas empresas do setor, que representam um diferencial importante para o Brasil, inclusive, junto aos turistas de outros países”, afirmou o coordenador de projetos de turismo do Sebrae Nacional, Dival Schmidt.
O próximo desafio é levar o turista a reconhecer as empresas que se prezam pela segurança e com isso ampliar o mercado do turismo de aventura. Os investimentos, segundo o gestor técnico da Abeta, terão retorno.
“A demanda aumentou, mas o problema maior era a oferta. Os empresários vinham propondo produtos baseados no que eles gostariam de fazer e o foco deve estar no cliente”, analisou.
A aventura pode ser uma nova fonte de produtos, inclusive, para destinos brasileiros já tradicionais. “Em Foz do Iguaçu, vemos hoje grupos de terceira idade realizando atividades de turismo de aventura. Isso acontece porque as pessoas se sentem seguras”, disse Tânia Arantes.
Na programação do simpósio estão painéis sobre a evolução do mercado de aventura no país, responsabilidade socioambiental em operações de ecoturismo e turismo de aventura. A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa também estará entre os temas apresentados em um dos painéis. “A lei alcança as agências de turismo e vamos aproveitar o espaço para disseminar sua importância entre as próprias empresas”, explicou Dival Schmidt.
O simpósio acontece junto à Adventure Sports Fair, a maior feira de esportes e turismo de aventura da América Latina no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera em São Paulo de hoje a domingo (26).

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