Empresários do AM cobram mais investimentos em Banda Larga

Reivindicação foi feita às empresas provedoras, durante audiência pública realizada na Aleam, na sexta, 17

Críticas e muitas reclamações marcaram a audiência pública sobre a Internet de Banda Larga do Amazonas, realizada na sexta-feira, 17, na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas).
Os empresários cobram uma posição mais enérgica do poder público para forçar as empresas provedoras a melhorar o sinal da internet. No entendimento deles, a internet do Amazonas é a mais cara e a de pior qualidade já prestada no país. Os representantes dos provedores alegam que a falta de infraestrutura e as distâncias regionais impõem dificuldades para a expansão da rede.
“O que o Estado e a Prefeitura estão fazendo para popularizar a internet? O quadro está longe do nível de atendimento da maioria das capitais. O custo está muito alto. O que as empresas estão fazendo para diminuir esse preço? O linhão de Tucuruí vai ser mais uma opção?”, questionou o autor da proposta da audiência pública, deputado Luiz Castro(PPS).
As representações empresariais cobraram das empresas provedoras a melhora no serviço e expansão das áreas de cobertura. “Telecomunicações é um assunto federal mas o Estado pode buscar soluções, discutir junto com a esfera federal meios que viabilizem a oferta de um serviço de internet com qualidade. Queremos uma obrigatoriedade imposta pelo governo federal para que, se uma determinada empresa quiser a concessão tenha de obrigatoriamente disponibilizar o sinal para todas as localidades com qualidade”, asseverou o diretor da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Manuel Andrade Filho.
As reclamações dos empresários fazem um comparativo quanto ao preço cobrado e o serviço prestado. “Não discutimos nem o preço. Que está caro, ninguém pode negar. E está ruim. Não podemos acessar por causa da baixa qualidade ou da inexistência de oferta. Hoje, apenas oito bairros têm o serviço. Temos o triplo de bairro. Imagine como é no interior, então. Há uma necessidade de internet em tudo hoje em dia. Para se tirar uma nota fiscal agora é só pela internet”, destacou.

Tarifas e concorrência

O empresário Luiz Carvalho Cruz é mais radical quanto a questão. “Temos um problema sério que é a falta de compromisso das operadoras. As operadoras vendem um produto e não entregam esse produto. No bom português, isso se chama estelionato. Temos de rever a questão das tarifas, estimular uma concorrência com outras operadoras, cumprir o compromisso que assumiram perante os poderes públicos e a população. Temos de fazer pressão política neles”, ressaltou.
A gerente institucional da Oi, Vania Antoneio, fez uma análise genérica da situação e não quis conceder entrevista. Ela relatou a evolução dos preços da empresa e o atedimento, que hoje chega a 37 mil clientes em oito bairros. Segundo a dirigente, a previsão é que até o final de 2011 sejam atendidos 26 bairros e 86,5 mil clientes. Vânia ressaltou que a Oi foi definida como a empresa de telecomunicação da Copa de 2014 e que além de Manaus mais duas outras localidades possuem Banda Larga.

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